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Google e Amazon iniciaram a comercialização de livros digitais no Brasil. No mesmo dia. Praticamente na mesma hora. No começo da madrugada de hoje (06), todo mundo foi pego de surpresa quando, sem nenhum tipo de aviso prévio, a Google Play e a Amazon Brasil começaram a oferecer os seus catálogos de livros eletrônicos. Cada uma no seu estilo, e com suas estratégias de preços.

A biblioteca de livros da Google Play Store parece um pouco mais “esvaziada” que a Amazon Brasil, o que é natural. Afinal de contas, a Amazon é a maior e-commerce do mundo (eu sei…. o Google é um gigante na internet…), e fez o seu nome vendendo livros na internet. Mesmo assim, já podemos encontrar títulos populares no formato digital na loja do Google, o que deve estimular os amantes da leitura na compra de produtos.

O único ponto de observação que dou aos livros ofertados na Google Play está naquele que é o que me impediu de comprar os livros que eu queria em outras lojas virtuais: o preço. Ok, alguns livros estão nas listas dos mais procurados do mercado. Mas a cobrança de R$ 24.90 (em média) por um livro ainda me espanta da possibilidade de comprá-lo. Estamos falando de um formato digital, que possui um custo de produção e logística consideravelmente menor do que a versão física da mesma obra, e a diferença de preço não é significativa.

Isso deve atrapalhar, pelo menos no começo, as vendas das duas lojas. Mas no caso da Google Play, essa característica se torna mais acentuada. De qualquer forma, os preços ofertados pela loja do Google são mais baratos que aqueles praticados pela iTunes Store. Mas não muito.

Já a Amazon Brasil está com preços agressivos para algumas obras, e oferece até um grande catálogo de livros a custo zero. De cara, eles já fecharam um acordo com o escritor Paulo Coelho, que oferece boa parte dos seus livros em formato digital com preços muito baixos (entre R$ 2.99 e R$ 14,99). Alguns livros mais populares (ou best sellers) ainda estão com preços elevados, mas até mesmo pelo tamanho do seu acervo (mais de 10.5 mil livros em formato digital) e pelas características de seu formato de mercado, a Amazon Brasil pode se dar ao luxo de criar todas essas ofertas.

Outro ponto positivo para a Amazon está na oferta do leitor Kindle por R$ 299. Tá, é mais caro que comprar nos Estados Unidos (US$ 89, ou R$ 187, com o dólar valendo R$ 2.10), mas ainda assim é muito mais barato que os leitores comercializados (e fabricados) no Brasil. E estamos falando do produto que é referência no segmento de leitores de livros eletrônicos.

De qualquer forma, eu quero ler um pouco mais de livros em meu tablet. Como não preciso gastar R$ 300 no leitor da Amazon (e posso consumir tudo o que é ofertado via aplicativos Android), espero poder utilizar os meus gadgets (tablet, smartphones e computadores) para ler mais nesses dispositivos. Não que eu não leia muito em um livro físico. Na verdade, leio menos do que eu gostaria por falta de tempo. Agora, com a Google Play Store  e a Amazon Brasil, quem sabe esse quadro não muda, mesmo que seja só um pouco.


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