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A Humai é uma pequena start-up californiana que quer fazer algo bem diferente: transformar a morte em algo opcional.

Nem a ideia, nem o plano é algo tão original assim (o Calico do Alphabet já trabalha nisso há anos). O Humai é a ponta de lança de uma nova geração de empresas dedicadas a um setor que passa do mundo da ficção científica para a ciência de forma direta e reta. E, segundo eles, em 30 anos, vamos começar a ressuscitar pessoas.

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A Humai está usando todas as ferramentas da biônica, da inteligência artificial e da nanotecnologia para armazenar todos os dados biológicos e psicológicos (estilos de conversa, padrões de condução, processos cognitivos, entre outros). Todos esses dados codificados em múltiplas tecnologias inseridas em um corpo artificial, com o cérebro do humano que será ressuscitado.

A ideia (para a Humai) é simples, mas a implementação, não. A primeira fase é coletar e acumular todos os dados possíveis sobre os seus clientes durante anos. Para isso, estão desenvolvendo diversos aplicativos, e quando a pessoa morre, eles congelam o cérebro do cliente mediante técnicas de criogenia, na espera que a tecnologia se desenvolva. A partir daí, o cérebro é implantado em um corpo artificial.

Os problemas óbvios de envelhecimento cerebral devem ser solucionados com nanotecnologia ou, quando possível, técnicas de clonagem.

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Ok, eu sei. Estamos falando de ressuscitar gente. Mas se pararmos para pensar, nos últimos anos, avançamos em muitas outras tecnologias necessárias para essa finalidade. Conseguimos ‘inserir’ memória artificial no cérebro, realizamos grandes avanços nos corpos artificiais, estamos muito próximos de desenvolver seres artificiais psicologicamente satisfatórios (tanto no aspecto cognitivo como no sócio-emocional), e as técnicas de criogenia funcionam cada vez melhor.

Mesmo assim, muitos problemas ainda precisam ser resolvidos. Para começar, não há uma forma de ressuscitar um cérebro. Hoje, ‘evangelistas tecnológicos’ trabalham em questões técnicas e filosóficas, na nada fácil missão de popularizar sua visão. Eles querem convencer que não é uma luta contra a morte, mas sim fazer dela uma opção. E eles querem alcançar isso em 30 anos.

Será que seremos imortais até lá?

E será que queremos isso?

Via Popular Science