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Estão usando deepfakes apra enganar empresas em entrevistas remotas

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Mentir no Curriculum Vitae deixou de ser a coisa mais vergonhosa do mundo a algum tempo. Agora, os técnicos do departamento de recursos humanos das mais diferentes empresas são obrigados a abrir os olhos com maior atenção para a linguagem corporal dos seus entrevistados através das videochamadas.

Esse tipo de habilidade muito específica se faz necessária não só para detectar alguns aspectos da personalidade do candidato entrevistado, mas também para verificar se aquela entrevista está acontecendo com uma pessoa de verdade.

Um relatório do FBI informa que a agência está recebendo um número cada vez maior de denúncias de empresas que garantem vários candidatos entrevistados nos processos de seleção estão se valendo das tecnologias de deekfake, se passando por outras pessoas e, dessa forma, tentando obter mais chances de ganhar a vaga desejada.

 

 

 

Quem vê cara não vê coração, sinceridade, honestidade…

O objetivo dessa iniciativa pouco tem a ver com o cenário profissional. Normalmente as deepfakes em entrevistas de emprego acontecem para vagas relacionadas, com TI, base de dados ou programação, e esses postos fornecem acesso direto aos dados pessoais de clientes e funcionários da empresa em questão.

E bem sabemos que, nos dias de hoje, esse volume de informações pessoais pode valer mais que barras de ouro que, como todo mundo bem sabe, valem mais do que dinheiro. Sem falar nas informações privadas relativas aos aspectos financeiros da empresa, que ficam vulneráveis aos impostores que procuram a vaga de emprego para roubar os dados e usá-los com finalidades ilícitas.

As denúncias recentes envolvem especialmente as empresas de tecnologia, mas o FBI não especifica quantas dessas negativas de suplantação da identidade são detectadas a tempo para evitar que o pior aconteça, e quantos meliantes conseguiram superar as diferentes fases do processo de seleção de emprego e alcançaram os dados confidenciais das empresas que oferecem as vagas.

 

 

 

Quais são as vagas de emprego mais procuradas pelas deepfakes?

Para que uma fraude com essa natureza seja possível, os postos que os criminosos mais procuram alcançar estão (de forma óbvia) diretamente relacionados com o trabalho 100% remoto, onde todo o processo de seleção do profissional acontece à distância, com comunicações por e-mails, chamadas telefônicas e chamadas de vídeo.

Hoje, o trabalho de um profissional de TI pode ser feito de forma completamente remota, e isso é feito para a conveniência da empresa (que tem o seu problema resolvido no menor tempo possível) e para o próprio funcionário (que tem a comodidade em realizar o trabalho de qualquer lugar). Dessa forma, os meliantes conseguem de forma mais simples e prática o acesso aos dados sensíveis dessas empresas, fazendo com que muitas das tentativas de suplantação de identidade aconteçam para vagas de emprego relacionados com o setor de tecnologia.

 

 

 

Como é possível detectar as deepfakes?

O FBI informa que algumas das empresas conseguiram detectar a tentativa de suplantação de identidade durante o processo de seleção. Seja porque a voz e a imagem não coincidiam em determinados momentos, ou quando o candidato tossia no áudio, mas não no vídeo, e nem mesmo com o atraso da imagem. Ou seja, problemas típicos da tecnologia de transmissão de imagem via internet que eventualmente não podem ser contornados.

Já outras empresas descobriram a farsa com o uso de softwares específicos para detecção de deepfakes, algo que está se tornando cada vez mais popular dentro da área corporativa.

Mesmo que a detecção do golpe aconteça a tempo, descobrir que aquela entrevista foi uma deepfake não é uma das missões mais fáceis desse mundo, principalmente se a empresa não está alerta para essa possibilidade. As chamadas de vídeo com qualidade rum, lentas, com lag ou entrecortadas são muito comuns, e essas possíveis falhas da tentativa de suplantação de identidade podem ser identificadas com alguns desses problemas. Mas para os profissionais que não estão por dentro dessa prática, até mesmo com esse comportamento errático o golpe pode passar batido.

Por outro lado, os softwares especializados em detecção de deepfakes não são precisos. A efetividade desse tipo de ferramenta oscila de forma exagerada entre 30% e 97%. Logo, é preciso melhorar muito neste aspecto para que as entrevistas de emprego por vídeo sejam mais confiáveis.


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