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Café.

Eu adoro café.

Eu sou uma daquelas pessoas que acredita que o café é uma prova cabal que Deus (ou qualquer força superior que você queira dar outro nome) existe, e que um dia o café será a salvação de todos os nossos problemas, ao lado do bacon que é vida, e dos ovos mexidos, que é amor em forma de comida. Esta é a santíssima trindade da paz em forma de café da manha.

Mas eu preciso cuidar da minha saúde, dos meus hábitos alimentares e, principalmente, do meu trato vocal. Em 2019, eu já fiquei rouco com variações térmicas aqui em Florianópolis, e estou sempre buscando soluções para deixar a minha voz saudável ao longo do ano. Como tenho três corais e ensaio nas noites de segunda a quinta (em um total de 11h30 de cantoria por semana), eu preciso ter a minha voz em condições para fazer música.

E foi por causa da música que eu tive que deixar um pouco de lado um dos meus amores na vida.

O café.

Antes disso, eu deixei o leite (agora eu só tomo no final de semana), o feijão (eu não tenho em casa), o refrigerante (nem acredito no que eu estou escrevendo, mas… eu nunca mais tomo refrigerante na vida; estou sem ele há dois meses e estou feliz por enquanto) a água gelada (quero só ver no verão 2020 em Floripa se eu consigo me manter assim…) e outros hábitos alimentares que poderiam comprometer a saúde da minha voz.

E, nessa semana, eu tomei conhecimento que o tão amado café poderia produzir o mesmo efeito que os itens citados no parágrafo anterior: a secreção na voz, que produz o pigarro, a tosse e a desafinação que tanto machuca os ouvidos dos ouvintes de música.

Durante a semana passada, eu decidi fazer uma experiência.

Normalmente, eu tomo duas xícaras grandes de café por dia: uma pela manhã, e outra no meio da tarde. E era feliz com isso. Ou pelo menos eu acreditava nisso. Não só amo o café por ser saboroso, mas também porque me deixa acordado durante o dia para ser produtivo com o meu trabalho com os blogs.

Lembrando que Bibi Ferreira disse em algumas entrevistas que deixava a sua voz lubrificada em dias de concerto tomando uma xícara de café com uma colher de chá de margarina derretida no café… PELAS MANHÃS! Nunca pela tarde.

Ou seja, por causa de Bibi Ferreira, eu tenho a “licença poética” (forma chique de dizer “desculpa esfarrapada”) para tomar uma xícara de café por dia, nas primeiras horas da manhã, e deixar a garganta limpa ao longo do dia para cantar à noite.

E a minha experiência consistia em tomar apenas uma xícara de café no dia, pulando o café da tarde e tentando seguir com a vida. Tudo bem, eu fiquei com sono todos os dias e acabei tirando uma soneca de 60 minutos depois do almoço, o que pode ser saudável para mim no final da vida, pois meu cérebro vai descansar melhor daqui para frente.

Pois bem, uma semana depois… não é que minha voz está melhor?

Eu percebi que, sem o café da tarde, a minha voz ficou mais limpa durante os ensaios, com menor cansaço no final dos ensaios. Obviamente, conta também o fato que eu estou mais descansado para ensaiar com a tal soneca depois do almoço, e a quantidade de água que eu tomo todos os dias também ajuda. Mas eu passei uma semana sem rouquidão, pigarro e outros problemas típicos de uma voz que não é bem cuidada por causa dos alimentos consumidos.

Moral da história: eu continuo amando o café, mas só vou poder tomar uma vez por dia, para manter a minha voz saudável. Da mesma forma que eu só tomo leite nos finais de semana ou como feijão apenas quando eu estou fora de casa.

É mais um item que entra na lista dos “seletivos” para garantir uma qualidade vocal ainda melhor.

E para o meu desespero, o refrigerante continua banido. E a crise de abstinência de Coca-Cola só aumenta.

Mas ao menos eu estou cantando melhor.

Que consolo…


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