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“Doidas e Santas” é o livro de Martha Medeiros que eu estou lendo nesse momento. E eu estou fazendo o maior esforço do mundo para demorar ao máximo para terminar de ler o livro. Já reduzi o tamanho da fonte no Kindle, mas percebi que eu estou ficando velho e com a vista cansada demais para ler letras tão pequenas. E eu não posso sofrer para ler textos tão bons.

Algumas pessoas entendem que este livro é voltado exclusivamente para o público feminino. Prefiro pensar que o seu conteúdo é uma coletânea de crônicas com a visão feminina sobre a vida. Não são lições sobre como devemos viver (apesar de particularmente eu enxergar assim), mas pequenos tópicos do cotidiano com a perspectiva de uma mulher com um olhar perspicaz.

Eu gostaria de ter essa perspicácia de Martha Medeiros.

Minha leitura com “Doidas e Santas” é uma experiência imersiva, como todo bom livro deve ser. Martha consegue descrever cenários em palavras diretas, como se ela mesma estivesse conversando conosco sobre as situações que ela vivenciou ou inventou. Vai saber… tudo é escrito de forma tão intensa e passional, que a dúvida entre realidade e ficção se faz presente, e só contribui para essa deliciosa experiência de leitura.

A cada vez que eu pego trechos de “Doidas e Santas” para ler, eu penso: “eu quero escrever assim… quero fazer com que as pessoas imaginem os cenários e as situações… que elas sintam o que eu estou sentindo de forma direta… não importa o assunto…”.

E então, eu desligo o Kindle, e vou para o computador… e acabo escrevendo com a velha estrutura de tópicos que não me inspira a mais nada.

Antes de prosseguir, eu quero agradecer, de coração, por Martha Medeiros ter a coragem de expressar o que pensa e sente com pessoas que não conhece. Ela não me conhece, e as chances desse texto jamais chegar até ela são enormes. Mas… muito obrigado. Suas palavras ajudaram a expandir a minha visão de mundo e percepção do coletivo, e vários dos “socos no estômago” que você deu em algumas de suas crônicas ajudaram a muitas pessoas.

Eu me incluo na lista daqueles que foram ajudados por essas crônicas.

Agora, eu estou na frente do computador, tentando fazer o mesmo. Do meu jeito.

A partir de agora, eu quero compartilhar as minhas visões de mundo, convidando aqueles que estão lendo a embarcar nas minhas viagens através das palavras. Prometo que não vou consumir bebidas alcoólicas ou substâncias alucinógenas para escrever meus textos. Mas se você perceber construções desconexas em uma frase ou no tema como um todo, é porque eu estou cansado e com sono.

Esse espaço é mais uma forma de sair da rotina, mesmo me prendendo na rotina. Deixar aqui um texto por dia sobre um pouco do que se passa dentro de mim é um desafio que pretendo cumprir de forma mais honrosa do que a fracassada tentativa em escrever notícias sobre coisas que as pessoas não querem saber.

Aliás, esse blog será a minha forma de evitar que as pessoas fabriquem fake news a meu respeito. Se querem saber o que penso, sinto ou digo, venha até aqui. Ou me mande um e-mail, que eu falo sobre isso. É claro que muito provavelmente eu vou comentar sobre assuntos relacionados à tecnologia, entretenimento e música. Mas não serão análises técnicas ou racionais. Serão relatos passionais de alguém que está cada vez menos relacionado com os pensamentos frios e exatos, e mais e mais envolvidos com as palavras humanas.

Sim. Eu sou de humanas.

No futuro, muito provavelmente eu vou me arrepender do título desse post. Não vou querer ter a visão literária de Martha Medeiros. Afinal de contas, eu vou ter a minha visão, que eu construí ao longo de diversos textos. Mas todo mundo me disse para viver o presente. E, nesse momento, ao terminar esse texto, eu estou feliz a ponto de querer abraçar uma das pessoas que me motivam a, mais uma vez, mudar os rumos desse blog. Fazer desse espaço algo meu. Entregar para o mundo um pouco de mim.

Quem sabe mais alguém consegue ver o universo que existe por trás dos meus olhos, e se aventure também a construir a sua narrativa de vida.

Ou pelo menos eu começo aqui a alimentar mais um sonho na minha jornada: que Martha Medeiros um dia encontre esse texto, e entre em contato por e-mail, me convidando para conversar.

Um garoto de 40 anos pode sonhar. Certo?


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