Eu bato no peito com orgulho e grito para o mundo: EU NÃO SOU FANBOY!

Eu muito critiquei a postura arrogante das mentes mais cegas, que entendem que só aquilo que é apoiado por essa pessoa é o que vale, e tudo o que é o contrário desse conceito é considerado lixo. Ou pior: as pessoas que tratam outras pessoas como lixo (mesmo porque marcas, produtos e cotonetes podem ser descartados a qualquer momento – mas tente não descartar na natureza a esmo, tá?).

Graças ao bom Deus e ao meu trabalho diário, eu posso testar produtos de vários fabricantes. Por conta disso, eu compro ou ganho produtos de várias marcas. Isso me oferece um ecossistema de produtos muito variado, o que eu acho ótimo para a minha vida conectada, e para a minha experiência como geek racional.

Testar vários produtos de diferentes marcas e sistemas operacionais me entrega uma flexibilidade que me agrada e muito. Permite que eu aprenda mais sobre diferentes produtos, o que influencia na minha nobre arte de produtor de conteúdo de tecnologia. Faz com que eu converse melhor com você, e compreenda melhor os seus anseios e necessidades em relação a um produto que você deseja comprar no futuro.

Por isso… eu não sou fanboy. Felizmente.

Nunca me senti preso a um ecossistema. Nunca me limitei a trabalhar com uma única plataforma ou sistema operacional. Fico feliz em poder trabalhar hoje com Windows, Chrome OS, Linux, Android e iOS. Só não trabalhei com o macOS porque não tive muitas chances.

E me dava muito bem com os finados Symbian e Windows Phone.

Uso todos os dias produtos de diversas marcas. Por exemplo: hoje, eu tenho notebooks da Dell e da Acer, smartphones da Samsung e da ASUS, TVs da Samsung e da LG, mouse da Microsoft e da Logitech, eletrodomésticos da Consul, Mondial e Britânia.

Enfim, uso o que é melhor para mim, independente da marca. É difícil eu ter uma rejeição com qualquer marca. Procuro ser democrático e utilizar o que tem de melhor em todas. Se atende bem as minhas necessidades, eu utilizo o produto. Obviamente, eu prefiro determinadas marcas para determinados produtos. Mas não me prendo a marca nenhuma.

Por isso, tenho pena daqueles que estão presos aos softwares de uma única plataforma ou empresa. Respeito quem gosta de trabalhar com um ecossistema mais fechado, que conversa bem com todos os dispositivos, e com sincronismo perfeito entre entre eles. É até mais fácil para os usuários que não contam com tanta experiência, ou para aqueles que querem uma maior comodidade no uso de suas plataformas.

Porém, para mim, essa é uma prisão. Prefiro a liberdade e a flexibilidade que acumulei ao longo desses anos trabalhando com o mundo da tecnologia. E sempre recomendo que, aqueles que puderem se valer dessa versatilidade, trabalhando com diferentes plataformas e produtos, que o faça.

Sempre é melhor ter uma visão mais ampla sobre tecnologia do que ficar restrito a um universo tecnológico. Você nunca sabe quando você vai precisar utilizar outra plataforma para resolver um problema mais urgente.

Eu mesmo passei por essa situação algumas vezes na minha vida.

E sei que o mesmo acontece com muita gente.