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Isso realmente aconteceu. E aconteceu comigo, porque Deus entende que meu nome não é Eduardo, mas sim Rambo.

Segunda-feira, 9 de março de 2020.

Eu estava no Rio de Janeiro, cuidando da minha própria vida e tentando seguir para o aeroporto, cheio de malas cheias de roupa suja, pois passei três dias em um mini-cruzeiro da MSC (não adianta me chamar de rico ou chique por causa disso, pois esse é o tipo de cruzeiro que pobre e emergente que nem eu costuma fazer).

Fiz a solicitação de um Uber em frente ao Pier Mauá, um lugar que já estava muito concorrido, pois milhares de pessoas ao mesmo tempo desceram do mesmo navio e, por coincidência (ou necessidade), tiveram a mesma ideia que eu: pedir um Uber.

Mal sabia que estava fazendo um pedido para o inferno na Terra, onde algum parente perdido do Debi e Lóide iria dirigir o carro.

Já estava ciente que o trânsito naquela região às 9 horas da manhã estava pesado. De modo que prometi para mim mesmo que seria paciente para esperar o carro chegar. Porém, o motorista em questão (vou preservar a identidade desse “santo” homem), cuja qualificação era 4.2 (eu devia desconfiar disso), ficou dando voltas e mais voltas aos arredores, mas não chegava ao ponto de partida da corrida.

Cheguei a acreditar que o motorista estava me enrolando, na tentativa de fazer com que eu cancelasse a corrida e, dessa forma, eu sairia no prejuízo (cheguei a denunciar essa prática no TargetHD, uma vez que a mesma estava se tornando comum entre os motoristas do Uber).

Passados 20 minutos após a solicitação da corrida, chega o motorista aloprado, pedindo mil desculpas e colocando as malas no carro. Sentei no banco da frente e seguimos viagem.

Destino real: Aeroporto Santos Dumont.

Destino imaginário do motorista: sabe lá Deus onde.

Conversa vai, conversa vem, e logo de cara o nosso amigo protagonista deu uma volta no quarteirão, “guiado pelo GPS”. Detalhe: o GPS que ele estava usando era o Waze, e ele nem se deu ao trabalho de deixar a tela do aplicativo aberta: estava com a tela do app do Uber em primeiro plano, que apenas indicava origem e destino da corrida.

Tudo bem… dei um voto de confiança para ele, mas abri o Google Mapas para ir sugerindo a melhor rota para chegar até o aeroporto (e olha que eu não conheço muita coisa do Rio de Janeiro).

Em dado momento da corrida, eu indiquei ao motorista para que entrasse em uma determinada avenida, que daria acesso à avenida principal, que era a via mais rápida para o aeroporto. Porém, o meu “novo amigo preferido na vida” decidiu entrar em uma rua em anexo, que não dava acesso para a tal avenida, e sim para um retorno que basicamente voltava para o meu ponto de partida.

Pense no quanto eu fiquei feliz com isso…

 

 

Questionei o motorista sobre a minha indicação e até mesmo a orientação do GPS que ele estava seguindo (ou melhor, não seguindo, pois não seguiu a recomendação de voz e não estava olhando para o mapa na tela).

E foi aí que ele disse a grande pérola que o qualifica como o pior motorista de Uber do mundo…

“Deixa eu explicar, senhor… é que o Uber usa o GPS do Waze, e eu segui as indicações dele…”.

Respirei fundo para não cometer um homicídio qualificado, e afirmei ao motorista que ou ele estava desinformado (porque o Uber usa o Google para o seu posicionamento em tempo real) ou ele estava mentindo (e afirmei a segunda com o argumento do “eu escrevo sobre tecnologia na internet há 12 anos, e eu seu do que eu estou falando”.

No final das contas, ele pediu mil desculpas (que não iam adiantar de nada naquele momento) e atendeu ao meu pedido (em voz imperativa) de parar o carro naquele local (em frente à LIESA), encerrasse a corrida e não realizasse nenhuma cobrança, pois não cheguei ao meu destino e, na melhor das hipóteses, o motorista não sabe nem utilizar a plataforma, que dirá se orientar no Rio de Janeiro.

E o pior é que, no final, ele ainda confessou que não sabia dirigir naquela região da cidade. Então… por que diabos você aceitou a minha corrida, seu infeliz?

Eu não perdi o voo porque sou minimamente organizado para sair mais cedo e me organizar com tempo, imaginando que imprevistos podem acontecer. Porém, é um grande problema do Uber aceitar qualquer imbecil como motorista, e só depois, na prática e com a “ajuda” dos clientes a plataforma descobrir que aquela pessoa não pode trabalhar com essa plataforma.

Uber… melhore nisso aí, amiga… senão vai ficar difícil seguir elogiando você!


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