Compartilhe

Ao longo de quase 25 anos como coralista, eu sempre me envolvi de forma direta com os trabalhos de produção dos corais que participei. Fiz isso porque sempre entendi que eu poderia ir um passo além na minha colaboração com os grupos musicais, e que simplesmente sair de casa, ir para o local do ensaio, cantar por duas horas e voltar para casa nunca era o suficiente. Um bom coralista sempre precisa fazer o “algo a mais” para que um grupo alcance resultados melhores e mais completos.

O Polyphonia Khoros foi um grande presente na minha vida. Eu confesso que eu nunca acreditei que eu poderia entrar em um coral desse quilate. Antes mesmo da minha mudança para Florianópolis, eu entendia que todos ali estavam muito acima das minhas capacidades. Cantores profissionais, professores de música e regentes estavam no grupo. E então, eu simplesmente não dei mais importância ao ímpeto em participar desse coral.

Acho que o meu erro aqui foi em não acreditar no meu potencial, na minha experiência e nas minhas capacidades. Ao longo da minha vida musical, eu participei de corais com o mesmo nível técnico, cantei peças tão difíceis quanto, e minhas técnicas de música melhoraram muito nos últimos anos. A minha base musical era muito boa. O meu desenvolvimento técnico, também. Por que eu não estava acreditando em mim?

De fato, eu precisava de algumas coisas. Eu precisava quase desistir por não alinhar pensamentos com alguns regentes, precisava encontrar as pessoas certas para me incentivarem a tentar (obrigado, Karol, Ana Aquini e Lourdes Pessini) e precisava, de forma efetiva, tentar. Buscar essa oportunidade. Ser aprovado sem voz (e depois com voz) foi a melhor coisa que eu poderia fazer por mim mesmo.

Eu me desafiei para chegar onde eu queria.

E depois disso, só aconteceram coisas incríveis. O primeiro concerto no Polyphonia Khoros com apenas dois ensaios, os Concertos Hispânicos (um momento belíssimo em Pomerode) e as Canções da Disney (e eu não me canso de dizer: o concerto de canto coral mais bonito da minha vida). E o mais importante de tudo isso: eu tive a honra e o privilégio de ser comandado pela grande maestrina Mércia Mafra Ferreira. Poder colocar isso no meu currículo é um grande presente que a vida me deu.

E a partir de hoje, eu recebo mais um presente da vida e do Polyphonia Khoros.

A partir de hoje, 11 de junho de 2019, eu posso compartilhar com vocês a notícia que eu sou o novo responsável pela área de imprensa do Polyphonia Khoros.

Para mim, é uma alegria, uma honra, um privilégio e um desafio. Mais uma vez, vou abraçar o novo e, em um trabalho em equipe, iniciar uma nova fase no coral, com o objetivo final de entregar música de qualidade, além de manter o legado da Dona Mércia vivo, para que mais e mais pessoas possam apreciar esse trabalho incrível.

Aqui, eu agradeço, de coração, a tudo o que Mércia Mafra Ferreira, Per Ekedahl e todos os envolvidos do Polyphonia Khoros fizeram por mim. Vocês podem não saber, mas me ajudaram a ser uma pessoa melhor, mais confiante das minhas capacidades, e mais feliz por fazer música em Florianópolis. Agradeço também aos meus colegas cantores, pois esse é um grupo incrível para trabalhar, e a disposição em abraçar o novo e buscar caminhos e inovações pode ser o grande segredo.

E eu acredito que tudo o que vamos planejar juntos vai dar certo.

Da minha parte? Eu não posso estar mais feliz.

Minha dedicação será total. Eu quero que tudo dê certo no final.

Pois começou a dar certo no começo!


Compartilhe