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F1 2025 | 5 perdedores do GP da Emília-Romanha

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Se temos vencedores, temos perdedores (também).

O Grande Prêmio da Emília-Romanha de 2025 foi bem mais interessante do que o esperado. Max Verstappen venceu de forma consistente e, dessa forma, se mantém na disputa pelo título, ganhando terreno em relação aos pilotos da McLaren.

Alguns pilotos e equipes deixaram Ímola com a cabeça quente, pensando sobre o próprio desempenho e as perdas objetivas que a corrida deixou em suas aspirações no campeonato.

E é sobre esses que tropeçaram feio na Itália que vou comentar neste artigo.

Vamos conversar sobre os cinco perdedores da última etapa do Mundial de Fórmula 1, um grupo que terá que se recuperar na pista mais chata do campeonato: Mônaco.

 

Oscar Piastri

Oscar Piastri empatou com Verstappen como o piloto com maior número de pole positions na temporada (três), após uma volta impressionante na classificação.

Mas nada disso adiantou. Perdeu a liderança para o holandês na largada e caiu ainda mais ao fazer uma parada antecipada nos boxes.

Apesar de realizar diversas ultrapassagens brilhantes durante a corrida, Piastri não conseguiu segurar seu companheiro de equipe Lando Norris, que tinha pneus mais novos, terminando em terceiro lugar.

Saldo do final de semana: sua liderança no campeonato foi reduzida para 13 pontos.

 

George Russell

George Russell conseguiu sua terceira largada entre os três primeiros nos últimos quatro GPs, mas enfrentou vários problemas durante a corrida.

Depois de ser bloqueado por Piastri na largada, Russell lamentou o que chamou de “pior ritmo da equipe em anos”, embora tenha terminado em sétimo.

O que não deixa de ser um resultado ruim para um piloto que estava presente no pódio das etapas anteriores com relativa frequência.

O resultado pode custar caro na manutenção de suas chances de lutar pelo título, ainda mais pelo fato de a Mercedes não estar no mesmo ritmo que McLaren e Red Bull.

 

Kimi Antonelli

Kimi Antonelli teve um fim de semana decepcionante em casa, principalmente pelo fato de levar todos os colegas de sala de aula da escola dele para assistir a corrida no autódromo.

O italiano não conseguiu chegar ao Q3 pela primeira vez desde sua estreia na Austrália e, depois de mostrar progressos durante a corrida, sofreu um problema no acelerador que forçou seu primeiro abandono em GPs.

Não é exatamente o que podemos chamar de “desastre”, pois ele ainda é o melhor novato da temporada (e nem poderia ser diferente). Mas deixa um gosto agridoce de qualquer forma.

 

Aston Martin

A Aston Martin trouxe sua primeira grande atualização da temporada, com resultados promissores na classificação: Fernando Alonso em quinto e Lance Stroll em oitavo.

Mas a corrida em Ímola foi a prova cabal de que a equipe mentiu para todo mundo, ainda mais considerando o planejamento de corrida.

A estratégia de uma única parada não funcionou após a entrada do safety car virtual, deixando os dois pilotos fora dos pontos.

Alonso terminou em 11º pela terceira vez na temporada, enquanto Stroll ficou em 15º, prolongando a espera da equipe por pontos em 2025.

 

Sauber (principalmente Gabriel Bortoleto)

A Sauber mostrou sinais de esperança com Gabriel Bortoleto garantindo sua segunda aparição consecutiva no Q2 e Nico Hulkenberg lutando por pontos.

O 12º lugar de Hulkenberg foi o melhor resultado da equipe desde a Austrália, mas a Sauber saiu de Ímola sem pontuar pela sexta corrida consecutiva.

E a pior parte para o piloto brasileiro: mais um problema no carro (aerodinâmica), e mais uma decisão de estratégia de pneus que é “de gosto duvidoso” (para dizer o mínimo).

 

Via Formula1.com


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@oEduardoMoreira