
É justo dizer que Max Verstappen é um piloto que desafia a lógica da Fórmula 1.
Em uma pista onde largar na frente é importante, o tetracampeão se vale de muita inteligência para converter a desvantagem em vantagem, superar Oscar Piastri e, dessa forma, iniciar a construção eficiente de sua segunda vitória no campeonato de 2025.
Max Verstappen venceu o Grande Prêmio da Emília-Romanha com a autoridade esperada de um piloto que tem a maturidade para não sucumbir às dificuldades. Aproveitou todas as oportunidades que teve e, principalmente, soube administrar o problema comum da maioria dos pilotos.
Os pneus.
Foi Verstappen? Ou a Red Bull melhorou?

Tsunoda, que destruiu o seu carro no qualificatório, terminou em décimo. Mas justamente por causa da batida não é o melhor parâmetro dessa vez.
O que chamou a atenção em Verstappen na Emília-Romanha foi a forma consistente em que controlou toda a corrida. Mais do que isso: fez o oposto de Piastri na estratégia de pneus, e funcionou.
Podemos aqui dar sim o benefício da dúvida, e começar a pensar que a Red Bull pode ter resolvido o problema da gestão dos pneus.
Digo isso porque praticamente todas as equipes passaram por esse problema. Além da Red Bull, a única que entregou comportamento similar foi, por incrível que pareça, a Ferrari (depois eu falo dela, que se salvou do fiasco no final de semana).
Mas bem sabemos que um dos pontos mais fortes do tetracampeão do mundo é a gestão de equipamento. Por isso, tem muito mérito dele nessa vitória na Itália.
Uma vitória importante para as suas aspirações de se manter na briga pelo campeonato, pelo máximo de tempo possível.
Ou até que o Grande Prêmio da Espanha chegue, que é onde muitos entendem que tudo pode mudar na disputa de 2025.
O que aconteceu com a McLaren?

Não sei. Era para ser um 1-2, ainda mais com um clima tão quente como na Itália hoje.
Eu lamento, de verdade, que os estrategistas da equipe ferraram com a corrida do Piastri. Mas tenho minhas dúvidas se ele teria ritmo para alcançar Verstappen.
A mesma McLaren teve dificuldades para conquistar a pole position dessa vez, e o ritmo de corrida foi inconsistente como um todo.
O mesmo pode ser dito do desempenho de Lando Norris, que estava com pneus novos no final da corrida, mas não conseguiu atacar o companheiro de equipe a tempo para tentar conquistar a vitória.
Sem falar que Piastri provavelmente só ficou na terceira posição porque a prova acabou. Mais algumas voltas e, de forma surpreendente, seria ultrapassado por Lewis Hamilton, que estava com pneus novos.
E por falar na Ferrari…
Se salvou da humilhação
Tenho pena do Charles Leclerc, que vive um pesadelo constante em uma equipe que bate cabeça o tempo todo.
Aliás, Leclerc e Hamilton compartilham um sentimento ao fim desse final de semana na Itália: humilhação.
O fiasco do qualificatório no sábado foi parcialmente recuperado no domingo. E fica cada vez mais claro que o grande problema desse carro não é o ritmo de corrida.
É a performance pura nos treinos.
Enquanto Fred Vasseur não resolver isso, não adianta. Ferrari vai lutar para ser terceira ou quarta força mesmo, e nada mais.
O que vem a seguir?
Mônaco, etapa que ganha ainda mais importância do que já tinha.
Em um circuito onde ultrapassar é tão impossível que teremos duas paradas para troca de pneus obrigatórias, Max Verstappen pode dar o pulo do gato e chegar na Espanha até mesmo como líder do campeonato.
É bem difícil. Fato. Mas não impossível.
Considerando que a McLaren tem pouco tempo para reagir, vamos ver como tudo vai acontecer nas ruas de Monte Carlo.
E para quem dizia que o campeonato de 2025 estava resolvido, é melhor bater na boca, pois está errando feio no achismo.
Via Formula1.com
