facebook

O Facebook segue apostando na fragmentação dos seus serviços, ao separar o Direct do Instagram. E o Facebook faz isso porque quer e, principalmente, porque pode.

Desde que o Instagram Stories começou a ganhar força, muitos usuários passaram a utilizar a mensagem privada do Instagram como mais um app de mensagens, mantendo as conversas nele sem migrá-las para o WhatsApp ou Messenger.

Os números mostram isso. O Insagram Direct existe desde 2013. Em 2015, eram 85 milhões de usuários ativos, com um uso básico (respostas de mensagens com fotos e vídeos).

O Direct ganhou o seu maior impulso com a chegada dos Stories. Mas foram as fotos e vídeos, além da possibilidade de respostas diretas aos Stores que fez com que em oito meses (entre agosto de 2016 e abril de 2017) o número de usuários do Instagram Direct saltasse de 250 para 375 milhões.

Aqui, o Facebook viu mais uma forma de impor aos seus usuários um novo aplicativo que (talvez) possa colher dados do usuários e uma segmentação de rentabilidade. E o pior não é separar os serviços, mas a obrigatoriedade imposta, já que não será possível seguir lendo as mensagens na rede matriz, tal e como acontece com o Facebook e o Messenger.

Os usuários não estão recebendo muito bem essa medida separatista. Mais aplicativos instalados significa maior consumo de recursos. E, mesmo com uma nova versão lite, no final temos que seguir executando mais apps que a gente podia viver bem sem eles.

Pode até ser que o Direct seja um sucesso e, por tabela, a última pá de cal em cima do Snapchat. Até porque ele quer ir além de ser uma aplicativo de mensagens, já que temos uma interface que lembra completamente o Snapchat.

Por outro lado, a tendência de mercado é totalmente contrária a esse movimento do Facebook. Os usuários estão baixando e instalando cada vez menos aplicativos nos smartphones. Quem sabe o Facebook teria menos crítica se deixasse tudo unificado.

Porém, nesse momento (e infelizmente), o Facebook pensa que pode fazer o que quiser.

E pode.