“Porque todo mundo viu o que aconteceu nas eleições presidenciais nos Estados Unidos e no Brasil, e alguém devia fazer alguma coisa para evitar que esses desastres voltem a se repetir” é a melhor resposta que eu encontro nesse momento, mas seria muito simplista da minha parte.

Mas todo mundo sabe (ou deveria saber, já que tem gente que quer esconder o Sol com a peneira ou se esconder no anonimato das redes sociais) o quanto a contaminação de plataformas como Facebook e Google com as famigeradas fake news influenciaram no processo eleitoral no Brasil e nos Estados Unidos.

Recentemente o Facebook se reuniu com autoridades espanholas para discutir o assunto (já que o país europeu está se preparando para novas eleições), e afirmou que nada pode fazer para combater a disseminação do discurso político sem fundamento em sua rede social. O que é lamentável, já que deixa um perigoso recado para o futuro.

Das principais plataformas, a única que fez alguma coisa foi o YouTube, que desmonetizou os canais que pregam discursos de ódio e teorias sem fundamento, algo que os discursos políticos também são afetados.

Bom, o ideal seria proibir as manifestações políticas nas plataformas? É claro que não! Qualquer tipo de censura é condenável, e eu sempre vou defender o direito do cidadão em se expressar como bem entender. Por outro lado, é fundamental que aconteça uma re-educação da grande massa crítica de usuários das redes sociais, para que aberrações em desfile não sejam eleitos presidentes de grandes nações globais.

OK, estou exagerando aqui.

O veto é válido para que pelo menos o internauta se torne mais consciente das escolhas que está fazendo ou que pretende fazer. Para que o discurso de ódio político não se dissemine em larga escala. Ou para que as fake news parem de ser espalhadas por mentes inconsequentes.

Em tempos onde as redes sociais se transformaram em grandes plataformas políticas, precisamos de ferramentas para que as notícias falsas e as difamações não se façam presentes de forma constante junto ao grande público. Mesmo porque bem sabemos o quão inconsequente é a cultura da tia do Zap Zap ser a principal fonte de notícias de muita gente.

De novo: censurar nunca é o ideal. Mas nesse caso, eu sou a favor do veto. Quem não sabe usar as redes sociais com consciência e responsabilidade não pode ter o direito de disseminar mentiras por aí.