Eu não acredito que eu vou escrever esse post, mas…

Se você é chamado de tigrão e de tchutchuca na mesma frase, você zerou a vida. Não tem como você ser melhor do que isso. Afinal de contas, você é automaticamente identificado como um cara moderno e liberal, pois fornece as suas habilidades (se é que podemos chamar isso de habilidade…) para todos os públicos.

Ser tigrão é ser o macho alfa dominante da espécie. Se bem que, nesse caso, que diabos de macho alfa é esse? Aliás, eu estou realmente me perguntando se era realmente necessário o uso dos termos tigrão e tchutchuca nesse contexto. Não pela falta de decoro, mas por serem considerados válidos para as pessoas envolvidas. Sei lá. Ficou estranho até nisso.

De qualquer forma, parabéns aos envolvidos. E parabéns para quem conseguiu ser considerado comedor e fornecedor na mesma frase. Acho que é uma boa forma de quebrar paradigmas sobre o comportamento das pessoas. Não que eu vá mudar a minha condição, mas eu entendo que estamos em uma fase onde precisamos entender e respeitar as pessoas que se abrem para todas as experiências, sem receios, tabus ou julgamentos.

Sim. O episódio foi patético. Tão patético quanto esse texto. Mas serve para lembrar que estamos mesmo vivendo a era da 5a série B nas lideranças estabelecidas pelo processo democrático. A discussão de ontem em uma CCJ fala muito mais sobre nós mesmos do que o comportamento daquelas pessoas. Infelizmente, é nossa responsabilidade o fato daquelas pessoas estarem lá.

E sabe o que é o mais bizarro? A quebra de decoro só aconteceu quando um deles disse: “tchutchuca é a sua mãe… tchutchuca é a sua avó…”.

Um pode ofender o outro, sem problemas. Mas não coloca a mãe e a avó no meio!

Na verdade, eu estou com inveja deles. Sabe, aquela “inveja branca” (que não existe), de ser o centro das atenções porque usaram as palavras tigrão e tchutchuca. Na verdade, desenterraram os dois termos, que se tornaram muito populares no auge do funk carioca da década de 1990.

Enfim… da próxima vez que eu encontrar um político por aí, no lugar de questionar sobre as soluções para os problemas do nosso coletivo, eu vou simplesmente dizer…

Fala aí, tigrão!

Fala aí, tchutchuca!