
Agosto é mesmo o “mês do desgosto”, e eu perdi alguns vídeos no meu canal do YouTube, apenas e simplesmente porque não falei sobre o assunto em tempo.
E deixo muito claro que não tenho nada pessoal contra o piloto brasileiro Felipe Drugovich. E nem posso ter, pois não vi ele correndo na Fórmula 1 de forma mais efetiva. Ele foi campeão da Fórmula 2 com méritos, mas levando dúvidas sobre o seu real potencial para se tornar um piloto titular na categoria máxima do automobilismo.
Depois das escolhas recentes da Cadillac, eu pergunto: ainda há futuro para Drugovich na Fórmula 1?
A experiência pesou para a Cadillac
A Cadillac optou por Valtteri Bottas e Sergio Pérez em nome da experiência dos dois, pois sabe que o fato de ser uma operação nova e com um carro que nasceu do zero absoluto, ter dois pilotos com bagagem e que podem entregar mais informações precisas sobre o carro é algo precioso.
Dessa forma, a equipe evita ter que lidar com a incerteza de não ter o máximo de informações possível sobre o carro ao contar com um Mick Schumacher, que “bate mais do que qualquer outra coisa”, ou confiando plenamente em Drugovich, que ainda carece dessa rodagem.
Considerando o próprio cenário, é a aposta mais segura para a Cadillac. Ela não tem motivos para arriscar.
Drugovich preso em uma escolha ruim
Nunca aceitei muito bem essa decisão do Drugovich em aceitar ser reserva na Aston Martin, o que é, na minha modesta opinião, uma das piores vagas no grid.
Ser o reserva de um eterno Fernando Alonso (que só agora começa a reclamar de dores nas costas) e de um Lance Stroll, que era filho do dono da equipe até o meio deste ano, é o mesmo que pedir para nunca sair dessa situação.
Mas tudo pode mudar em 2026: Alonso dá sinais de aposentadoria, e Stroll pode ser demitido, pois o pai dele está deixando de mandar por lá. E com a Honda e Adrian Newey no time técnico, quem sabe a espera do Drugovich pode finalmente começar a se pagar.
Será que ele é para a Fórmula 1?

Boa pergunta.
Será que Drugovich está no mesmo patamar de um Oscar Piastri ou de um Adrea Kimi Antonelli? Eu acho que não, mas… só achismo. Se ele não faz uma temporada completa, eu não tenho como saber.
Antes, pensei que ser descartado pela Cadillac significaria “Game Over” para o brasileiro na Fórmula 1. Mas memo diante das dúvidas sobre o seu potencial, ainda existem algumas alternativas para ele, por incrível que pareça.
Drugovich pode ter uma “última chance” em, pelo menos, duas equipes: Alpine e Racing Bulls.
Na Alpine, Franco Colapinto pode ser mandado embora a qualquer momento, e o brasileiro pode assumir o carro ainda em 2025, consolidando sua posição em 2026.
Só não sei se é tão bom assim fechar o pacto com o diab… ops, desculpe… Flavio Briatore. Pode valer a pena pensar que o motor da Alpine no ano que vem será da Mercedes, e isso deve ser uma vantagem com um novo regulamento.
E na Racing Bulls, todo mundo sabe que Yuki Tsunoda está à pe com o fim da parceria da Red Bull com a Honda. Pode ser que Felipe encontre um lugar na equipe de energéticos. É só ter que aguentar o insuportável do Helmut Marko e entregar bons resultados.
Minha tese é que, se Drugovich não conseguir uma vaga na Alpine ou na Racing Bulls, sua carreira na Fórmula 1 estará encerrada. É melhor ele procurar um carrinho de pipoca em uma praça qualquer para pilotar.
Não é possível que Drugovich seja pior que Stroll, Colapinto e Ocon. Tudo bem, eu entendo que a leva de jovens talentos nunca foi tão farta e promissora, mas estamos falando de um brasileiro campeão da Fórmula 2 que não conseguiu subir até agora para a principal categoria do automobilismo.
O tão criticado Gabriel Bortoleto (por parte dos idiotas) está na Fórmula 1 após vencer as divisões de base, e está se estabelecendo na categoria.
Se Drugovich não conseguiu a mesma coisa antes, isso precisa sim ser questionado.
Quem sabe as respostas virão em breve.
