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A Sony anunciou hoje (06) que está abandonando o mercado de PCs, vendendo a sua linha VAIO para um grupo de investidores japoneses. Essa é apenas mais uma prova que o mercado doméstico de PCs está definitivamente morrendo, e ao que tudo indica, será relegado aos profissionais de segmentos específicos. E, mesmo assim, muitos deles ainda podem utilizar os tablets, que contarão com processadores mais potentes e sistemas móveis mais completos nos próximos anos.

O fim da linha VAIO é, para mim, uma pena. Eu confesso que era apaixonado por essa linha de computadores. Usei durante um longo tempo um VAIO, e só passei para frente porque entendi que precisava de um computador mais versátil e potente, pelas minhas necessidades profissionais para a criação de conteúdos do blog (principalmente os podcasts e vídeos de review). Se não fosse por isso, não teria me desfeito do meu VAIO.

No mercado desde 1996, a linha de computadores VAIO foi muito importante para o desenvolvimento do mercado de PCs, não só para seduzir uma nova geração de usuários, mas para deixar esse mercado mais atraente, apresentando novas soluções no seu design, e especificações técnicas acima da média. Tirava da mente de muitos a ideia de ter um computador “Frankenstein” em casa ou no escritório, para adquirir um conjunto completo, acima da média.

E caro pra caramba, como é até hoje.

O fim da linha VAIO (como nós conhecemos, pois a tendência é que o grupo de investidores que adquiriu a divisão de PCs da Sony passe a explorar a marca apenas no Japão) é parte da reestruturação da Sony, que assim como outras empresas do setor de tecnologia, tenta se reinventar. Não é um problema apenas da Sony: a maioria das gigantes ou estão fazendo isso nesse momento, ou vão precisar fazer em um futuro próximo.

Porém, é apenas mais uma prova que os PCs deixaram de ser há muito tempo as estrelas do mercado de tecnologia. A linha VAIO ficará na memória dos mais nostálgicos, como uma linha que soube aproveitar o melhor momento dos PCs.

Fica a pergunta: qual será a próxima vítima dos novos tempos?

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