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Fim dos carregadores no kit de venda de smartphones já em 2022?

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A Apple criou uma tendência nefasta no mercado de telefonia: a remoção dos carregadores de bateria dos kits de venda dos seus dispositivos.

A desculpa de preservação do meio ambiente não cola. Principalmente quando paramos para pensar na quantidade de papel que acompanha um iPhone, ou no fato que os carregadores agora são vendidos em separado e precisam ser entregues em uma embalagem de papelão que, antes, não existia.

Agora, muitos se perguntam se os smartphones de entrada e linha média também vão deixar de contar com carregadores na caixa, promovendo o fim de uma era onde os usuários recebiam um kit completo de uso, e não algo pela metade.

 

 

 

Diferentes países, diferentes legislações

Cada fabricante está lidando com a questão do seu jeito. Alguns retiraram o carregador para salvar o meio ambiente, enquanto que outros deixaram o item no kit de venda por entenderem que é o correto. Até porque sem carregador, o seu telefone para de funcionar.

O problema é que as diferentes regiões do planeta também estão lidando com a questão com pensamentos diferentes, o que dificulta a tomada de decisão de forma unificada.

A União Europeia prepara uma legislação que retira essa obrigação dos fabricantes em incluir um carregador de bateria nos kits de venda dos dispositivos. Essa seria uma espécie de “lei de compensação” para a imposição da porta USB-C em todos os telefones, e uma forma de “acalmar” a Apple, que seria obrigada a remover a sua porta proprietária Lightning.

Por outro lado, o Brasil tende a obrigar a inclusão do carregador nos kits de venda. Não existe um posicionamento do governo federal ou dos legisladores neste aspecto, mas é fato que alguns órgãos de defesa do consumidor e instâncias iniciais da justiça já definiram que o cliente tem o direito de receber todos os itens que vão garantir o pleno funcionamento do produto.

No caso da Europa, a proposta de remoção dos carregadores de bateria dos smartphones ainda está em discussão. Se a lei for aprovada, podemos ter um perigoso precedente legal que pode valer para outros países do planeta, e os fabricantes passariam a efetivamente cobrar AINDA MAIS CARO para que os usuários contem com o carregador do dispositivo.

Sem falar que a decisão pode criar um problema mais sério para determinados dispositivos que são mais exigentes com a questão da tecnologia de recarga de bateria. Muitos serão obrigados a comprar o carregador específico do seu fabricante, pois o dispositivo pode ter ajustes onde a recarga só vai funcionar de forma plena com um carregador de 120W, por exemplo.

 

 

 

A mudança pode acontecer já em 2022?

Por enquanto, nada é oficial. Nem no Brasil, nem na Europa. E se alguma decisão for tomada neste aspecto, as mudanças não vão acontecer de forma imediata. A decisão em padronizar a porta USB-C em todos os smartphones comercializados na União Europeia vai levar pelo menos dois anos para ser implementada por completo.

Logo, ao que tudo indica, o carregador não será removido dos kits de venda dos nossos smartphones tão cedo. Por outro lado, se isso acontecer, não dá para dizer que todo mundo foi pego de surpresa. Na pior das hipóteses, poderá dizer que leu primeiro aqui.

Mas para 2022 ainda teremos carregadores nos kits de venda de alguns smartphones. Não todos. Apenas alguns.


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