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Vamos ver as flores da nossa vida crescer e florescer…

O processo de maternidade é algo fascinante. Quando olhamos detalhadamente para todo o processo, ficamos encantados. É uma simbiose tão perfeita essa da vida, que reforçamos mais uma vez a ideia que o corpo humano é a máquina mais perfeita que existe.

Desde a fecundação, seguindo pelo desenvolvimento de um ser vivo dentro de outro ser vivo, até o parto, testemunhamos uma jornada fantástica, onde criadora e criatura começam a se conhecer em um processo que dura aproximadamente nove meses. Se alimentam juntos, dormem juntos, respiram o mesmo ar, passam pelas mesmas dores e alegrias emocionais… se tornam profundamente íntimos e pessoais.

São dois em um só.

Eu compreendo por que as mães protegem seus filhos até a morte. Afinal de contas, é parte delas que estão ali. Passar por essa fase dos nove meses cuidando de si para que aquele pequeno ser pudesse chegar ao mundo é, talvez, uma das grandes lições da vida que as mães aprendem. Você deixa de fazer apenas por você para fazer também por um ser que, além de ser uma parte muito importante de você, não é adulto ainda para se defender.

Seu corpo, sua mente e seu coração são os escudos dele durante nove meses. É preciso ser mentalmente forte para ser uma boa mãe antes mesmo da criança nascer. Afinal de contas, o bebê recebe o reflexo de todas as ações externas, e em como essas ações acabam impactando naquela mãe, que precisa sempre pensar no bem estar do filho que vai chegar.

A dor do parto… só as mães sabem o que é isso.

É a natureza se fazendo presente, mas também é mais uma lição de vida que as duas partes aprendem. A mãe mais uma vez se lembra que, nessa vida, as grandes realizações se tornam possíveis através de muita dedicação, alguns sacrifícios e amor incondicional. Na hora do parto, não existe a dor. Não existem as eventuais consequências físicas que aquele esforço vai causar. Só existe o desejo de permitir que aquela criança veja a luz do sol pela primeira vez.

Por outro lado, o bebê também aprende, mesmo que de forma sutil, que em algum momento as proteções de sua vida vão mudar. O útero materno é cômodo, confortável… mas não podemos viver lá para sempre. Como estamos crescendo, precisamos de mais espaço, até mesmo para ampliar o leque de possibilidades. Precisamos desde cedo começar a ver as belezas do mundo, sentir o calor do sol, e explorar cada possibilidade que esse mundo pode nos oferecer.

O momento do primeiro colo de uma mãe para o seu filho recém nascido é algo especial.

É o primeiro contato entre dois seres que já se amam, antes mesmo desse primeiro encontro. É um momento único. Mãe nenhuma se esquece desse que é um dos gestos mais carinhosos que ela terá por alguém na vida.

Emocionalmente, é fundamental para a mãe receber o seu filho recém nascido no colo, justamente para ela não ter a sensação de perda. Para ela sentir que aquele ser é dela, ainda é parte dela e que, com alguma sorte, eles serão um do outro para sempre. Ali, naquele momento, está estabelecido um laço único de amor, que nem o tempo poderá destruir.

Para a criança, esse primeiro colo ajuda a atenuar o impacto da mudança de ambiente. Como eu disse antes: o útero é um lugar que é quente e acolhedor. O ambiente externo tende a ser mais frio. Logo, o recém nascido precisa identificar o calor daquela mãe para se acalmar e entender que tudo está e será como antes. Que nada de ruim efetivamente aconteceu. Que tudo vai ficar bem. Aliás, ficará melhor.

Obviamente, estou dissertando sobre maternidade sem ter o conhecimento de causa. Apenas me baseio nas coisas que eu estudei, nas palestras que eu assisti, e nas conversas que tive com mães e profissionais da medicina. Tudo o que sei é teórico. As mães que estão lendo esse texto, que vivenciaram toda essa experiência, podem falar melhor do que eu.

Fato é que…

Essa canção fala da maternidade. Da beleza que é ser mãe, de gerar a vida, em dar a luz. E, principalmente, de fazer parte do crescimento dessa criança.

Filhos são como flores que entregamos ao grande jardim da vida. Os bons frutos renderão outras flores para deixar o mundo mais bonito. Toda mãe quer que seu filho ou filha venha a florescer de forma plena, na esperança que esse pequeno ser se torne um dia alguém feliz, dinâmico, vibrante.

Acredito que toda mãe sabe que fez um bom papel quando eventualmente recebe um elogio de alguém que afirma que seu filho ou filha é um ser especial. É claro que nenhuma mãe deve planejar ou projetar a vida do filho, mas é inegável que o desejo de que aquele ser se torne uma pessoa melhor do que ela mesma está presente. É a evolução natural da espécie que está no DNA de qualquer pessoa.

Felizes são as mães que conseguem oferecer ao mundo as flores que adornam o caminho de outras pessoas.

Eu entendo… as mães padecem no paraíso porque não querem ver seus filhos sofrendo. E, quando eles sofrem, pouco ou nada podem fazer. Por outro lado, se esse dia chegar, tenha a certeza que seus filhos saberão o que fazer. Inclusive pedir ajuda para as mães quando sentirem a necessidade.

Eu acredito que as mães precisam entender e reconhecer que, ao mesmo tempo que elas regam suas flores para elas crescerem bonitas e saudáveis, parte desse crescimento também se faz pelas chuvas e vendavais que acontecem de tempos em tempos. O fundamental para elas é não desistirem que a sua água é a mais valiosa, que o seu alimento é o mais saudável, e que os seus ensinamentos são aqueles que vão prevalecer, mesmo com o passar do tempo.

Eu tenho uma alegria imensa quando ouço histórias de mães que não desistiram de seus filhos. Que fizeram de tudo para que eles se tornassem pessoas de bem, saudáveis. Os sacrifícios do meio do caminho se tornam insignificantes diante da grandiosidade da vida, do resultado final de ver seu filho vencendo, prosperando. Toda mãe deve se sentir abraçada em dobro quando sente não só o amor desse filho, mas também constatar que as conquistas desse pequeno ser suplantaram os seus mais profundos anseios, os seus sonhos para o futuro jamais imaginados.

Eu gostaria que as mães que estão lendo esse texto pensassem por um instante na quantidade de vidas que impactou com o gesto de colocar o seu filho ao mundo. O impacto positivo nos amigos dos seus filhos, no cônjuge, colegas de trabalho, netos, amigos dos netos… saber que seu filho ou filha é hoje uma pessoa amada por muitos é o grande legado que essa mãe pode deixar para a humanidade. Deixar uma pessoa de bem, que é capaz de repassar essa mensagem positiva para outras pessoas é um feito que as boas mães podem e devem se orgulhar.

Para as mães, que testemunharam suas flores crescendo no jardim da vida, o dia de amanhã é mais que especial. Sintam-se abraçadas e agradecidas por contribuírem para um mundo melhor e mais positivo. Agradeço às mães dos meus amigos, por me oferecerem pessoas fantásticas que cruzaram o meu caminho.

E que cada uma delas sinta todo o amor que essas flores dedicam à elas. Hoje e sempre.

E que novas flores cresçam… seremos assim testemunhas oculares de lindas histórias no futuro.

Um futuro sempre promissor.

“Flowers In The Window”
(Fran Healy)
Travis, 2002


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