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É sempre bom fazer piada com assuntos sérios.

A Fundação pelo Software Livre enviou um disco rígido para a Microsoft, para que a mesma entregue o código fonte do Windows 7. A brincadeira aconteceu no dia de São Valentim nos Estados Unidos, e é uma forma para detectar o quanto a gigante de Redmond está amando o software livre.

No mês passado, a FSF pediu para a Microsoft liberar o código do Windows 7, que encerrou o seu ciclo de vida com o fim do suporte oficial. O objetivo é oferecer o código para a comunidade estudá-lo e melhorá-lo.

Isso é muito improvável de acontecer (para não dizer impossível), pois boa parte do código do Windows 7 está em uso no Windows 8.1 e Windows 10, incluindo patentes que não serão liberadas. Mesmo assim, não custa nada tentar.

 

 

 

Prova de amor

 

 

A Microsoft recebeu da FSF um disco rígido reciclado com as assinaturas de apoio coletadas até agora para o pedido de liberação do código do Windows 7 (13.600 assinaturas). Basta então a gigante de Redmond copiar o código fonte no disco rígido, emitir uma licença e enviar para a FSF pelo correio.

A iniciativa é uma tentativa em detectar uma prova de amor por parte da Microsoft em relação ao código aberto, algo que a própria empresa menciona em sua publicidade mais recente. Se a empresa realmente ama o software livre (e a FSF está nesse momento outorgando à eles o benefício da dúvida), essa é a grande chance para a empresa mostrar ao mundo.

 

 

 

E por que não o GNU/Linux?

 

A Microsoft não vai entregar o código fonte do Windows 7, e a campanha (vista como algo completamente delirante para alguns) vai ficar em uma piada histórica do mundo da tecnologia. Mais prático pode ser promover alternativas ao Windows 7, como o GNU/Linux, que precisa aproveitar a oportunidade para crescer.

Porém, a FSF prefere insistir na campanha. Se o objetivo da entidade era chamar a atenção de todos, conseguiu. Mas não vão além disso: a cota global do Windows nos desktops informáticos ultrapassa os 88%. Somando os 10% que o macOS possui, as alternativas de software livre estão reduzidas a míseros 2%, no melhor dos cenários.

Sem falar que a FSF rechaça alguns dos componentes incluídos no GNU/Linux, alegando que esses itens não são suficientemente livres. E o fato mais importante de tudo isso é que o Linux não está aproveitando o fim do suporte técnico do Windows 7.

 

 

Via FSF


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