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Gadget está sabotando as “avós bailarinas” na China

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Conviver com o diferente é difícil. E se é difícil tolerar o vizinho de vez em quando, imagine o elevado nível de conflitos que pode acontecer na China, com aquela elevada densidade populacional.

Então tá. Pense na seguinte situação.

Você vive em uma populosa cidade chinesa, chega do trabalho cansado e só pensa em descansar e relaxar em um ambiente mais silencioso. Porém, um exército de avós bailarinas decidem dançar de forma impecavelmente sincronizada na praça localizada bem abaixo do seu apartamento, com uma música a todo volume.

Então, você até começa a procurar outro apartamento para morar, mas logo descobre que são mais de 100 milhões de avós em toda a China, o que indica que será um pouco difícil se livrar do problema.

Mesmo porque… quem é que vai ter coragem de pedir para um grande grupo de avós bailarinas para parar de dançar?

 

 

 

A tecnologia pode resolver o problema sem danos colaterais

A tradição das avós bailarinas na China existe desde a década de 60, e funciona da seguinte forma: as mulheres mais velhas se encontram em praças e outros locais abertos simplesmente para dançar juntas.

É um hábito bonito e saudável, mas que pode acabar com a paz de espírito das pessoas que vivem perto das praças que recebem tal atividade coletiva. Por isso, a tecnologia está entrando em ação, e alguns chineses estão utilizando um dispositivo que é capaz de desligar um alto-falante de forma remota, a uma distância de até 80 metros.

O problema é maior do que parece, e os conflitos entre as duas partes estão ficando cada vez mais sérios, onde os moradores dos edifícios chegaram a jogar tinta e até excrementos humanos nas senhorinhas. Por outro lado, jogos de futebol e basquete foram cancelados porque praças esportivas sofreram uma verdadeira invasão das avós bailarinas.

 

 

O último movimento nessa guerra foi o desenvolvimento de um dispositivo em forma de lanterna que, uma vez apontado para os alto-falantes portáteis, pode desativar o dispositivo como um controle remoto.

A grande vantagem desse gadget é que ele não precisa ser emparelhado com os alto-falantes, além de poder funcionar a grandes distâncias. Sem falar que é possível utilizá-lo de casa, o que impede retaliações por parte das vovós. O dispositivo é classificado nas lojas online chinesas como “uma ferramenta de justiça social”.

Confesso que este é o tipo de solução que é muito mais pacífico e justo do que jogar merda em idosos. E a tecnologia existe justamente para evitar que medidas drásticas sejam tomadas em conflitos que até poderiam ser resolvidos com uma boa conversa, mas fica difícil dialogar com um som alto, não é mesmo?

Por outro lado, a mesma tecnologia está ajudando a entregar alternativas para o outro lado da questão. Alguns grupos de mulheres optaram por escutar a música utilizando fones de ouvido Bluetooth, justamente para evitar as reclamações e as multas aplicadas pela polícia por causa do som alto.

Mas vamos ver se os sabotadores de alto-falantes provocam uma mudança ainda mais profunda e incisiva no comportamento das idosas. Quem sabe as vendas de fones de ouvido sem fio no grupo de terceira idade disparam com essa iniciativa.

 


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