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Não podemos dizer que temos surpresas nos novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Tudo o que foi especulado nos últimos meses foi confirmado (ou pelo menos a esmagadora maioria dos rumores), mas nem por isso podemos dizer que estamos decepcionados. Pelo contrário. Algumas confirmações são muito bem vindas, pois eram itens muito esperados e desejados pelos usuários.

Por exemplo, a inclusão de um slot microSD para uma maior capacidade de armazenamento. Ainda mais agora que o Android 6.0 Marshmallow é capaz de reconhecer a unidade externa como unidade nativa para instalação de aplicativos. Bom, nem tanto por isso, mas muito mais para armazenar conteúdos pessoais do usuário.

Estamos produzindo mais conteúdo, compartilhando mais imagens, gravando mais vídeos (muitos de nós em resolução 2K ou 4K)… e todo esse conteúdo gerado necessita de algum espaço adicional de armazenamento nativo. Não é possível mandar tudo para a nuvem o tempo todo (imagine mandar um vídeo de 10 minutos em 4K para o seu Dropbox com o 4G capenga do Brasil…), e oferecer essa liberdade e comodidade em um dispositivo premium é o mínimo que se pede.

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Outra notícia muito bem vinda dos novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge é a volta de uma especificação de segurança. Uma proteção IP68 (detalhe: onde todas as portas não precisam ser protegidas) é agregar um valor ao produto que é mais que justificado em um produto premium. Entendo que toda e qualquer solução que faça com que o dispositivo seja mais seguro e permaneça o máximo de tempo possível nas mãos do usuário (que, de novo, vai pagar caro por ele) deve ser adotada.

As demais melhorias dos novos smartphones são as esperadas. Impressiona ver como a Samsung visou melhorar a sua tecnologia de câmeras para produzir fotos ainda melhores em condições de baixa luminosidade, em uma solução a la “UltraPixel” da HTC (menor resolução, mas maior captação de luz por pixel), e em como os novos modelos já são mais potentes do que muitos desktops e notebooks disponíveis no mercado, através de um hardware considerado top de linha.

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Ok, eu não devo esperar por modelos baratos. Os dois devem custar mais do que um rim no mercado negro. Mesmo assim, apesar das minhas broncas com a Samsung por outros motivos (principalmente aqueles que tangem ao suporte ao usuário nas atualizações do Android… mas até aí até a Motorola tem pisado na bola comigo…), não posso me negar a dizer que eles fizeram um ótimo trabalho com os novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge.

São (obviamente) dois fortíssimos candidatos a melhores smartphones de 2016. Não é prematuro dizer isso em fevereiro, sendo que tem muita água pra rolar até o final do ano. É uma conclusão bem racional. É inegável que o Galaxy S6 lançado no ano passado já apresentou uma mudança positiva para a Samsung na proposta geral do seu modelo top de linha. Dar a continuidade nisso só reforça a ideia da empresa em seguir oferecendo esse conceito vencedor, que agora é melhorado, atendendo aos pedidos de muitos consumidores.

Se não fosse o preço…


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