chromecast

A cada novo produto de tecnologia lançado no Brasil, temos sempre a polêmica da disparidade de preços cobrados lá fora e por aqui. Em vários exemplos já citados nesse e em outros blogs (principalmente no caso dos novos consoles Xbox One e PlayStation 4, a conta definitivamente não fechou, com valores absurdos. Porém, o Google Chromecast, que teve seu lançamento no Brasil previsto para o final do mês de maio, não entra nessa regra.

O Chromecast é um dispositivo que tem como objetivo principal (na minha opinião) simplificar a vida de quem não suporta os sistemas de Smart TVs que temos hoje. Além de oferecer uma Smart TV para as TVs mais antigas. Basicamente é para isso que ele serve. Logo, geeks mais exigentes, não pensem em um produto para vocês. É um produto voltado para as massas, para o grande público, que na maioria dos casos não possui grande intimidade com a tecnologia que tão bem usamos todos os dias.

Só por conta do seu público alvo, o dispositivo precisa ser o mais simples possível, atendendo o conceito de “menos é mais”. Mesmo assim, é um produto interessante, justamente por tornar tudo mais prático para o usuário no consumo do streaming de conteúdo. Até porque vale lembrar que é justamente o consumo de vídeos pela internet a principal tendência de entretenimento doméstico para um futuro não muito distante. Logo, por mais que o Chromecast seja “simples demais” para os mais exigentes, ele pode ser o suficiente para quem só quer se divertir diante da TV com as maravilhas que a internet oferece.

Pois bem… agora, o que interessa: o quesito preço.

O Chromecast nos EUA custa US$ 35 (ou R$ 79, pela cotação do dólar de 05/05/2014). Barato, certo? Então, por que no Brasil essa piça será vendida a R$ 199 (ou US$ 89)?

O mais importante a ser lembrado aos desavisados (ou para quem não leu o post do TargetHD – vergonha de você que não fez isso) é que, diferente do que você imaginou, pelo menos nesse primeiro momento, o Chromecast NÃO SERÁ FABRICADO NO BRASIL! Ou seja, todas as primeiras unidades do produto serão IMPORTADAS. Logo, todos aqueles maravilhosos impostos de importação de produtos cobrados pelo governo brasileiro serão adicionados no valor do final do produto, assim que ele chegar ao nosso amado país.

Isso, pra começar.

Além disso, esse produto vai receber os impostos tradicionais de comercialização de produtos e serviços cobrados no Brasil por QUALQUER COISA que compramos e usamos (que não são poucos, que fique registrado). Esses impostos também incidem no valor final do produto, engordando esse número.

No final das contas, o valor do produto simplesmente dobra, e o que sobra é o lucro do revendedor autorizado e da própria Google (nesse caso, fazendo uma conta simples, aproximadamente US$ 19).

É evidente que eu concordo com você ao reclamar da carga tributária, e é óbvio que você pode evitar tudo isso, comprando o seu Chromecast nos Estados Unidos, nas suas próximas férias (aliás, essa é uma grande vantagem do Chromecast: ele funciona no mundo todo, independente do local da compra).

Porém, diferente da palhaçada promovida pela Sony, que cobra R$ 4 mil em um PS4 que custa US$ 399 nos EUA, o Chromecast está no preço “certo”, dentro da nossa triste realidade nacional.

Eu mesmo vou comprar o Chromecast aqui no Brasil mesmo, não só porque não posso viajar para os States (e porque não tenho quem traga o produto de lá para cá), mas também para evitar o estresse. Acho que de vários produtos que chegam ao Brasil com valores simplesmente surreais, o dispositivo de streaming da Google – que certamente vai agradar a minha mãe, na pior das hipóteses – não é esse assalto todo como muitos pregam.