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Eu publiquei recentemente uma notícia no TargetHD sobre um cidadão que foi expulso de uma sala de cinema nos Estados Unidos por um agente do FBI por estar com um Google Glass no rosto enquanto assistia a um filme. No final do ano, uma motorista foi multada por vestir os óculos enquanto dirigia. Recorreu na Justiça, e foi inocentada. Um dos argumentos: não há uma legislação clara que impeça o uso dos óculos inteligentes enquanto se está dirigindo.

O Google Glass chegou, e mesmo não sendo um dos itens mais populares do mercado de tecnologia (por diferentes motivos, como por exemplo o preço elevado do produto), ele já faz um certo barulho entre os usuários e entusiastas de tecnologia, além de gerar momentos constrangedores em alguns locais do planeta. E cada vez mais se aproxima o momento onde os órgãos responsáveis por estabelecer as leis e regras de cada país pensarem com um pouco mais de cuidado e critério sobre o que pode e o que não pode sobre esse tipo de produto. Especificamente o Google Glass.

Particularmente, o Glass não é um produto que me empolga. Não o acho ruim. Só não vejo utilidade prática para ele. É claro que uma das armas mais poderosas do ser humano é a criatividade, e que mais cedo ou mais tarde, algum desenvolvedor ou empresa de tecnologia vai criar alguns aplicativos e tweaks bacanas para tornar o Google Glass algo mais atraente. Mas nesse exato momento, ainda não me vi seduzido pelo produto.

Por outro lado, é um exagero sem tamanho o que alguns segmentos fazem com o produto, prevendo sempre o pior. Cassinos já adotando políticas internas que impedem jogadores de utilizarem os óculos, e salas de cinema adotando de ações truculentas para expulsar usuários que estão vestindo os tais óculos inteligentes. Como no caso citado nessa semana: pra quê o FBI para remover o “suspeito” da sala, sem aviso prévio, sem uma abordagem minimamente cordial ao cidadão.

E isso porque estamos falando da tal “América”, que é livre. Imagina se fosse em outros locais do planeta.

Fato: o Google Glass ainda não tem uma finalidade específica definida, e por tabela, não conta com uma legislação que coloca parâmetros para o seu uso. E isso é muito natural: afinal de contas, é um produto que mal foi lançado, onde todos estão descobrindo o que pode ser feito com ele.

Mesmo assim, não existe justificativas para o tal “pré-conceito” gerado por segmentos que não conhecem a fundo o que o produto faz, ou que não entendem como essa tecnologia funciona para estabelecer tais parâmetros. Entendo que é necessário acelerar o processo de compreensão da ferramenta, antes que tais aberrações comportamentais se tornem “comuns”, onde a desculpa padrão é “não sabemos o que produto pode ou não fazer, logo, vamos prevenir antes de remediar”.

Entendo que, até mesmo na prevenção, é preciso conhecer o problema, a origem dele e suas reais consequências antes de combatê-lo. Criar teorias a partir de suposições geradas pelo desconhecimento do produto só resultam em atitudes como as descritas nesse post. E, na minha opinião, nenhuma insensatez pode ser calcada na ignorância. Ainda mais em um mundo onde o acesso à informação é amplo.

Para ler sobre o incidente do cinema, clique aqui.
Para ler sobre a motorista multada, clique aqui.


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