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Hamilton: GP de Mônaco foi “experiência miserável”

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Lewis Hamilton classificou sua experiência no Grande Prêmio de Mônaco como “miserável”, após terminar em quinto lugar e ficar isolado durante a maior parte da corrida.

O heptacampeão mundial da Ferrari havia mostrado sinais de melhora ao se classificar em quarto lugar, seu melhor resultado de sábado na temporada. A penalização de três posições no grid por atrapalhar Max Verstappen fez Hamilton largar em sétimo lugar no Principado.

Durante a corrida, as estratégias de pit stop bem executadas permitiram que o piloto britânico ultrapassasse Isack Hadjar e Fernando Alonso, conquistando duas posições até a bandeira quadriculada.

 

Corrida frustrante em território isolado

Hamilton admitiu que sua posição durante a corrida foi problemática, descrevendo-se como estando “na terra de ninguém”. O piloto ficou preso atrás de dois carros inicialmente, conseguiu ultrapassá-los, mas depois se viu completamente isolado, sem competir diretamente com outros pilotos.

A diferença de tempo para o vencedor Lando Norris foi enorme, com Hamilton terminando 51 segundos atrás. Em contraste, seu companheiro de equipe Charles Leclerc ficou apenas alguns segundos atrás do primeiro colocado, evidenciando a distância em que Hamilton se encontrava do pelotão da frente.

A prova para Hamilton ficou comprometida não apena pela punição sofrida pelo incidente no treino de sábado (que não foi culpa dele, diga-se passagem), mas também pela estratégia estabelecida pela Racing Bulls de Hadjar.

 

Comunicação confusa prejudica estratégia

As comunicações via rádio com sua equipe técnica geraram frustração adicional para Hamilton. Em determinado momento, ele recebeu instruções para “pressionar”, mas não compreendia claramente pelo que estava lutando na pista.

Hamilton revelou que não estava próximo dos competidores à sua frente quando analisou os dados posteriores, indicando que forçou desnecessariamente seus pneus durante aquele período.

O piloto esperava por uma entrada do Safety Car ou outra intervenção que pudesse alterar a dinâmica da corrida, mas isso não aconteceu.

Não é de hoje que sabemos que Hamilton está enfrentando problemas de comunicação com seu engenheiro e o time técnico da Ferrari. E em Mônaco, esse conflito ficou escancarado, mais uma vez.

Tanto no cenário da punição que o heptacampeão sofreu no sábado quanto nos problemas de solicitação de informações durante a corrida, ficou evidente que, mesmo em inglês, piloto e engenheiro “não estão falando a mesma língua”.

 

Características únicas do circuito monegasco

O veterano piloto explicou que as corridas em Mônaco são naturalmente difíceis de aproveitar, exceto para quem está na liderança.

Segundo Hamilton, mesmo os líderes não consideram a experiência particularmente divertida, com a principal recompensa vindo apenas no final da corrida.

Apesar das dificuldades enfrentadas, Hamilton considerou o quinto lugar um resultado “decente” considerando sua posição de largada após a penalização. O piloto reconheceu ter extraído o máximo possível das circunstâncias, mesmo em uma corrida que classificou como vazia e frustrante.

Dá pra dizer que Hamilton foi mais um que fez uma prova no modo “é o que temos para hoje”, considerando o cenário apresentado e as alternativas criadas com as estratégias de troca de pneus.

Para quem ainda está tentando entender o carro, se manter com pontuação consistente e o Top 5 na corrida são resultados positivos para Hamilton. Mas passa bem longe de ser aquilo que ele realmente desejava conquistar.

 

Via Formula1.com


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@oEduardoMoreira