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Han Solo: Uma História Star Wars (2018) | Cinema em Review

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Este é um filme que me despertou desconfiança desde o começo. Eu demorei para me empolgar com os trailers, e até mesmo a parte gráfica não me empolgava tanto. Ou seja, fui assistir a Han Solo: Uma História Star Wars com expectativas bem baixas.

E tudo o que foi dito sobre esse filme antes mesmo dele estrear me afastava desse filme de forma quase premonitória. E não precisava ser um Sherlock Holmes ou um vidente para prever que esse não seria um filme tão bem sucedido assim. Os problemas de produção foram diversos e, convenhamos, era desnecessário um filme sobre Han Solo.

Bem desnecessário.

Depois de ver esse filme que, sinceramente, não acrescentou em absolutamente nada na minha vida, eu chego a conclusão sobre o por que Rogue One deu certo. O verdadeiro motivo. Algo que eu sequer cheguei perto de compreender sobre esse filme na época que escrevi sobre ele, uma vez que minha ficha só caiu quando o contraste veio com esse filme meia boca dirigido pelo Ron Howard.

Ok, eu sei que Phil Lord e Chris Miller começaram esse filme. Mas quem assina a direção é o Howard, que não inova em nada e não acrescenta em nada com esse filme. Mas falo disso mais adiante.

Rogue One deu muito certo por um motivo bem simples: é o novo.

Conta uma história nova, completamente original, e que se encaixa no cânone de Star Wars sem muita força ou esforço, Sem forçar a barra. Conta a história de um grupo rebelde desesperado, que tenta resolver o conflito, não consegue, mas que faz algo maior: faz com que a nova esperança desperte. Efetivamente.

Rogue One não reinventa a roda. Ele cria um elo de ligação com a história que conhecíamos sendo algo escrito do (quase) zero. Não conta histórias que já conhecíamos, e encaixa personagens já consagrados apenas nas cenas finais do filme.

 

 

Já Han Solo: Uma História Star Wars nem para filme fan service serve direito. Pelo contrário: tem tanta obviedade entregue para agradar os fãs, que acredito que muitos fãs acabaram saindo das salas de cinema bem irritados com tudo o que viram. E com tudo o que foi jogado na cara deles.

Se repete no manual de respostas prontas para perguntas que poderiam ser respondidas em poucos minutos e, com maior boa vontade, rápidos segundos, com cenas curtas. Não só não acrescenta nada de novo, como também busca soluções óbvias e preguiçosas.

Aliás, esse é um filme preguiçoso e que dá sono em vários momentos. É previsível, e que queima um personagem muito bem composto e formulado por Harrison Ford.

Se bem que tenho que ser justo com uma coisa: o fracasso de Han Solo: Uma História Star Wars não está no seu elenco, que faz o melhor possível e apresenta o melhor das personalidades dos já conhecidos Han Solo e Lando Calrissian. Todo o elenco merece ser considerado (talvez) o grande ponto positivo desse filme.

E talvez o único, pois todo o resto pode ser descartável e esquecido.

Ter apenas de ação com o tema principal de Star Wars não garantem um bom filme. Pelo contrário: é algo que todo fã de Star Wars espera em algum momento.

Porém, com a grandiosidade de todo esse universo, não saber explorar essas histórias com competência e originalidade é um erro grosseiro.

 

 

Han Solo: Uma História Star Wars é um filme desnecessário, mas que consegue ser ainda pior porque não sabe explorar o ineditismo e uma nova forma de contar histórias desses personagens já muito conhecidos. Ou simplesmente esquecer as histórias que as pessoas já conhecem, e contar coisas novas.

Precisamos do novo em Star Wars. Os episódios VII e VIII funcionaram porque entregam soluções novas, mesmo que não agradem a todos. E, se não tem como fazer um Rogue One 2, que ao menos contem histórias novas dentro de um universo já conhecido. Expandir o conhecimento do que já sabemos. Oferecer novas alternativas, personagens e cenários para o grande público se prender às tramas.

Han Solo: Uma História Star Wars é uma lástima. Um erro da Disney e da Lucasfilm que ainda tem crédito conosco. Mas rapidamente chega ao limite da saturação.

Pode ser que Star Wars seja vencido pelo cansaço, e o primeiro sinal disso é a detonação moral e conceitual de um dos personagens mais queridos pelos fãs.

 

 


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@oEduardoMoreira