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HBO Max chega ao Brasil chutando bundas

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Não tem como não se empolgar com o HBO Max, principalmente quando eu não preciso ficar jogando dinheiro na tela do notebook para que ele venha logo até mim.

O serviço de streaming da WarnerMedia chega ao Brasil em 29 de junho, e deve ser um duro competidor para Netflix, Amazon Prime Video, Disney+ e derivados. Com preços agressivos e conteúdos diferenciados, o HBO Max chega com os dois pés no peito, o que é ótimo para nós, usuários ávidos por conteúdos por streaming.

Mas a grande pergunta neste primeiro momento é: será que o HBO Max será o suficiente para promover uma mudança de paradigma dentro do mercado de streaming?

 

 

 

Netflix terá que rever o seu modelo de negócio (com urgência)

O HBO Max vai custar R$ 19 por mês na versão mobile, e R$ 28 por mês na versão multitela. Para quem optar pelo pagamento anual, o valor do plano multitela cai para R$ 20 mensais (R$ 240 por ano, ou seja, 30% de desconto). Quem tem os canais HBO na TV por assinatura tradicional vai receber o serviço de streaming de graça.

Considerando que, nesse valor, o usuário recebe 4K com cinco contas e três acessos simultâneos, conteúdos com 35 dias de diferença de lançamento para os cinemas, conteúdos exclusivos, todo o acervo da Warner e todos os demais canais agregados e eventos esportivos ao vivo (a começar pela UEFA Champions League), os valores são muito agressivos e competitivos.

 

 

Com esses preços, a nova plataforma de streaming está com preços similares aos cobrados hoje por Disney+, e bem inferiores aos cobrados pela Netflix, oferecendo mais por um menor valor. Afinal de contas, para ter vídeo em 4K e cinco contas na plataforma líder do mercado de streaming, é preciso desembolsar R$ 45 por mês.

Nesse momento, tem executivo da Netflix em posição fetal, chorando e gemendo de medo em algum canto escuro. Se no passado a empresa ditava as regras e os preços desse tipo de serviço, hoje está bem claro que essa máxima não é uma realidade, já que a concorrência chegou chegando e chutando bundas.

Ou a Netflix repensa os seus preços, planos de pagamento e, principalmente, proposta objetiva em investir mais nos conteúdos originais do que agregar parceiros (algo que já está em revisão – vide a parceria com a Sony), ou é provável que a plataforma comece a sucumbir aos poucos, perdendo assinantes para a concorrência.

 

 

 

Na prática, todos precisam acordar

O golpe na mesa do HBO Max foi pesado e barulhento, a ponto de todas as gigantes do setor de streaming repensarem estratégias.

A Amazon não comprou a MGM à toa. Não só quer ter mais franquias cinematográficas de sucesso, mas deve projetar para um futuro a médio e longo prazo ter a sua própria produtora de conteúdo para chamar de sua. Apple e Netflix pensam da mesma forma, pois entendem que essa pode ser um dos caminhos para a sobrevivência.

Disney e WarnerMedia ainda são gigantes desse setor. Contam com tração financeira e sabem o que fazer com o material que possui nas mãos. Por isso, essa acirrada competição dentro do segmento de streaming vai fatalmente ceifar alguns desses atores a partir de agora.

Será uma batalha lenta, a longo prazo. Vamos ver quantas vão sobreviver.

E o que podemos dizer nesse primeiro momento é que o HBO Max vem com tudo na sua expansão internacional, e tem tudo para ser um gigantesco sucesso no mercado brasileiro.

 


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