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Não é uma questão de ser fã dessa ou daquela marca. Aliás, eu já disse mais de uma vez: eu sou bem promíscuo em termos marcas. Tenho produtos das principais marcas, utilizo mais de um sistema operacional, e de um modo geral, torço pelo sucesso de todas. Incluindo o sucesso da HP, que vai voltar ao mercado de smartphones.

Esse movimento era ensaiado. O HP Slate 7 (o tablet… e agora temos que fazer essa diferenciação) era uma espécie de “primeiro ensaio”. Não que o produto fosse espetacular, mas chamou a minha atenção por ser um modelo de entrada que pelo menos entregava ao consumidor final uma maior qualidade, e isso sempre ganha pontos comigo.

Agora, a HP anuncia (de forma extra-oficial, pois a informação veio de um alto executivo da empresa lá fora) que eles voltarão a oferecer no mercado smartphones. Na verdade, dois phablets (HP Slate 6, e HP Slate 7 – aqui, o smartphone… apesar de considerar 7 polegadas um tablet mesmo), que serão lançados na Índia, como um “segundo teste”. Os modelos serão formalmente anunciados na MWC 2014 em Barcelona, e se vingarem por lá, serão distribuídos internacionalmente.

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O movimento da HP é bem claro: buscar alternativas mais lucrativas no mercado de tecnologia. Não é segredo para ninguém que o mercado de PCs tradicionais (e aqui entram no mesmo grupo desktops, notbeooks, netbooks, ultrabooks e derivados) segue em queda livre nas suas vendas, e os fabricantes precisam encontrar outras vertentes de mercado para sobreviverem. De hardware, a HP entende. Logo, o que precisou fazer foi mudar o seu foco de mercado.

Na minha opinião, quanto maior a concorrência, melhor. A HP quer seduzir o coração dos mercados emergentes, e principalmente, dos clientes da Samsung e da Nokia. Oferecer phablets em mercados onde esses modelos registram um volume de vendas cada vez maior a cada trimestre é uma estratégia sábia. Resta saber se ter a marca HP será o suficiente.

Mas vejo a escolha deles de forma positiva. Sou contra o monopólio em qualquer segmento, e a competição aberta precisa acontecer. Não podemos dizer que a HP não está ao menos tentando mudar alguma coisa em um mercado que, mesmo com muitos analistas afirmando que está em ponto de saturação, encontrou uma vertente que reinventa o segmento mobile.

Não digo que isso vai acontecer com você, mas ao longo de 2014, muita gente ficará com o bolso da calça estufado com os novos tabletphones. Ou phablets. Ou smartphones de Itú, como preferir.

Para mais informações, clique aqui.


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