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Apesar de ainda achar algo péssimo a empresa ignorar o mercado brasileiro, não posso deixar de dar algum destaque ao HTC One M9, apresentado hoje (1) em Barcelona (Espanha), na Mobile World Congress 2015. Ao menos nesse dispositivo a empresa sabe o que o seu consumidor quer: mais do mesmo. Bom, isso e algumas melhorias pontuais em relação ao One M8.

Um dos motivos do sucesso da linha HTC One se mantém imutável (e, ao que tudo indica, jamais vai mudar): a carcaça metálica unibody, dando um ar de produto ‘premium’ ao dispositivo. Sem falar que ter uma sobriedade e elegância é algo que é muito valorizado pelos usuários, além de um agarre mais confortável para o manejo com uma ou duas das mãos.

É um conceito que muita gente torceu (ou apostou) que se tornaria referência no futuro. Pois bem, foi mais ou menos isso que aconteceu, com boa parte dos fabricantes de dispositivos top de linha seguindo a mesma estratégia, com uma ou outra variação. Ou seja, mesmo não indo tão bem das pernas, a HTC pode pelo menos dizer que colocou um produto que é uma referência no mercado no quesito design.

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As demais mudanças são mais discretas, com linhas mais arredondadas e bordas laterais ainda mais finas. As bordas superior e inferior permanecem mais grossas, para receber os alto-falantes estéreo da BoomSound, e a tela teve sua resolução aumentada para Full HD. O processador também foi atualizado para o (quase) onipresente Snapdragon 810, e a HTC é mais uma que decide abolir a opção com 16 GB de armazenamento, indo direto para a versão com 32 GB como modelo mais básico (aprende, Apple!).

Talvez a mudança mais chamativa (ou significativa) entre os componentes de hardware esteja na resolução das câmeras. A tecnologia Ultrapixel do HTC One M8 não pegou, e no novo modelo eles voltam ao formato tradicional para o sensor traseiro, com 20 megapixels. Trabalhando em conjunto com os recursos de software, esse novo sensor deve atender as exigências dos mais descontentes com a solução adotada no modelo anterior.

A boa notícia é que a HTC não abandou o Ultrapixel por completo, inserindo um sensor com essa solução na parte frontal do dispositivo. A câmera de 4 megapixels com os recursos que otimizam a capacidade de captação de luz e redução de tamanho final da imagem devem contribuir para que os usuários do One M9 fiquem satisfeitos com as selfies, aumentando consideravelmente o envio de fotos nesse formato para as redes sociais.

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Particularmente, me agrada e muito o HTC One M9. É uma pena que a HTC tenha deixado o mercado brasileiro de lado. Também é uma pena que eles cobrassem preços tão fora da nossa realidade para os seus produtos. Esse novo smartphone é um dispositivo bem interessante, que poderia fazer algum estrago nos concorrentes daqui se contasse com um preço razoavelmente justo. Algumas pessoas decidiram comprar as versões anteriores do One lá fora, e se declararam muito felizes por algum tempo com o modelo.

Acredito que com as mudanças e atualizações, a HTC pode ter mais um produto de sucesso nas mãos. Bom, posso chamar ele de ‘desejado’ desde já.