HuaweiG8

Depois de fazer muito barulho com o Mate S e o seu ‘Force Touch’ (mandando um discreto #ChupaApple), a Huawei ‘volta ao normal’, oferecendo um dispositivo de linha média com características premium. O Huawei G8 custa 400 euros, valor considerado elevado demais para um dispositivo que está em uma categoria onde a relação custo-benefício ainda é mais valorizada do que os complementos que um fabricante pode colocar em um produto.

Não me entendam mal. Eu acho excelente que um fabricante coloque elementos de produtos top de linha em modelos intermediários, já que esse segmento de consumidor merece sim ter produtos mais ajustados e de melhor qualidade. Porém, com lançamentos da Motorola, Asus, LG e outros com preços mais competitivos – mesmo com materiais menos nobres -, propostas como a do Huawei G8 fatalmente contarão com dificuldades para vingar no mercado.

Mesmo assim, o Huawei G8 é um modelo interessante. Um chassi metálico (muito melhor que o plástico), baixa espessura e peso, tela de 5.5 polegadas Full HD (IPS AMOLED), processador ‘padrão’ para a sua categoria (o onipresente Snapdragon 615), 3 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, câmeras bem ajustadas (a traseira de 13 MP com estabilizador ótico, flash dual e autofoco), bateria de 3.000 mAh, sistema Android 5.1.1. Lollipop… some tudo isso, e temos um bom smartphone de linha média.

Que poderia custar menos de 400 euros, para ser uma ótima opção. Ou para fazer um pouco mais de barulho, para incomodar os concorrentes.

De qualquer forma, a Huawei tenta nesse caso abrir um novo caminho no mercado de linha média. Criar novas alternativas. Buscar o usuário de linha média que quer o ‘smartphone premium de linha média’, mesmo que seja estranho dizer isso. Até porque, no meu entendimento, um produto premium não se limita a ter uma carcaça metálica ou recursos avançados. É preciso ter um hardware (conjunto SoC + GPU + RAM) top de linha, que garanta a melhor performance possível para o usuário.

Ou o desempenho mais ajustado no conjunto hardware e software, no caso do iPhone (que, como bem sabemos, não tem o melhor hardware do mercado, mas é tão redondo no seu equilíbrio técnico, que é considerado um top de linha na prática).

Mas… boa sorte para a Huawei. É mais um que tenho curiosidade em testar.