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Talvez o meu ceticismo sobre os smartphones com telas dobráveis e flexíveis me impeçam em escrever um texto mais entusiasmado sobre o lançamento do Huawei Mate Xs. O conceito ainda precisa me provar que está maduro o suficiente para ser considerado válido para o mercado de grande consumo. Até lá, eu ainda vou achar que esse tipo de produto é uma enorme (e cara) fonte de problemas para os early adopters.

Mas isso não quer dizer que não posso reconhecer algum tipo de esforço por parte dos fabricantes em melhorar o conceito de alguma forma, ou de várias formas. Novos conceitos de design, materiais mais resistentes e melhorias nas especificações técnicas mostram que os investimentos nesse segmento são constantes, e que as marcas não vão parar de tentar até dar certo. Ou que algo muito ruim aconteça.

Então, não me resta outra coisa a fazer a não ser dar os meus pitacos sobre o Huawei Mate Xs.

 

 

 

Huawei Mate Xs melhorou em pontos importantes

 

 

Não podemos culpar a Huawei por tentar. A marca está se esforçando em melhorar o seu smartphone dobrável em alguns aspectos importantes, que pode indicar onde os seus concorrentes devem melhorar também.

Por exemplo, a nova dobradiça com zircônio líquido, que é mais resistente que a liga de titânio. Eu imagino o quanto que esses fabricantes estão investindo pesado em indústria e desenvolvimento para descobrir essas soluções. Eu nem imaginava que o zircônio era tão resistente assim.

 

 

A tela também está melhorada, com uma camada dupla de poliamida para proteção da tela, que é três vezes mais cara que o ouro, segundo a Huawei. Particularmente, acho esse detalhe do ouro totalmente desnecessário, e é algo muito mais mediático do que prático para determinar se o dispositivo é melhor ou pior que os seus concorrentes diretos.

 

 

Fora isso, as evoluções naturais de hardware e sensores fotográficos estão presentes no Huawei Mate Xs. Processador Kirin 990 (que deve ser potente), 8 GB de RAM, 512 GB de armazenamento, bateria de 4.500 mAh, câmeras que prometem fotografar o fantasma que fica atormentando a sua vida no escuro da madrugada… tudo certo nesse aspecto.

Agora… o preço dessa brincadeira…

2.499 euros!

 

 

 

RIDÍCULO!

 

 

De novo: eu entendo perfeitamente boa parte das desculpas dadas para um smartphone custar tão caro, como I+D, melhorias de hardware, componentes que custam mais caro e outros argumentos que só são aceitáveis com um esforço enorme.

Mas esse preço de 2.499 euros simplesmente não se explica!

Tá, mesmo que você diga que o preço vai cair depois de alguns meses de lançamento, e que os valores cobrados por smartphones dobráveis e telas flexíveis serão mais acessíveis com o passar do tempo (e muito provavelmente sou eu o impaciente ou sem grana para pagar esse valor por um telefone dobrável).

 

 

Mesmo assim: é uma tecnologia que ainda não está amadurecida, e que precisa passar por um tempo de maturação para efetivamente ser uma opção ou segmento próprio dentro do mercado de smartphones. Nesse momento, você tem que ser muito corajoso (e rico) para pagar essa pequena fortuna nos telefones com telas dobráveis, pois eles não valem os valores cobrados.

Nenhum deles. Nem o Huawei Mate Xs, nem o Samsung Galaxy Fold, nem o Samsung Galaxy Z Flip, nem o Motorola Razr e nenhum outro que está disponível no mercado…

…exceto é claro o smartphone com tela dobrável do irmão do Pablo Escobar. Esse sim vale o quanto custa.

Bom, mais ou menos…

 


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