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Se você não sabe (e vai ficar sabendo por esse post), a Huawei está com um grande evento agendado para o dia 26 de março, ou seja, daqui a menos de um mês. Mas a empresa estava com evento agendado na Mobile World Congress 2020 (que não aconteceu, por causa do COVID-19). Já era de conhecimento público que os modelos top de linha da marca não seriam apresentados em Barcelona (mas sim em Paris, no evento de março). Então… o que seria apresentado na MWC 2020?

A resposta se materializa no nome Huawei P40 Lite.

É um dispositivo de linha média até que bem ajustado nas configurações, mas tem como grande ponto negativo a ausência dos aplicativos do Google. Lembrando: existe aquela treta da Huawei com o Donald Trump, e com a marca vetada nos Estados Unidos, o Google não pode trabalhar com os produtos dessa empresa. Na prática, ele pode ter o Android, mas sem os apps da gigante de Mountain View.

Porém, parece que o cenário está virando nesse sentido, mas eu falo sobre isso mais adiante nesse post. Melhor falar logo sobre o que eu achei do Huawei P40 Lite.

 

 

 

Bem justo para o que pede e oferece

 

 

O Huawei P40 Lite é um smartphone de linha média que está no limite do que eu considero uma boa relação custo benefício. 299 euros por um dispositivo com processador Kirin 810 (que pode muito bem competir com os chips da série Snapdragon 7xx da Qualcomm), 6 GB RAM, 128 GB de armazenamento, câmera traseira quádrupla, tela de 6.4 polegadas FullHD+ e bateria de 4.200 mAh… o que mais você poderia querer por esse preço?

A maioria dos smartphones dentro da sua categoria custam mais ou menos esse valor. Logo, podemos considerar o Huawei P40 Lite um telefone com um preço bem justo. Se vai entregar esse desempenho todo (principalmente nos aspectos fotográficos), isso é outra história. Mas pelo menos nos números, ele se posiciona bem. Deve fazer sucesso na China e junto aos importadores.

Só tenho dúvidas se vai conseguir roubar o coração dos fãs dos seus concorrentes diretos. Samsung e Xiaomi oferecem opções tão boas quanto, mas com preços próximos ou um pouco inferiores… e ainda contam com o Android com a chancela do Google. Tá, isso pode mudar em um futuro não muito distante, e a Huawei entraria em igualdade de condições com os seus rivais.

Mas… até quando os usuários estariam dispostos a esperar por esse acordo de paz (que, ao que tudo indica, pode vir a qualquer momento)?

 

 

 

O veto contra a Huawei pode cair

 

 

A primeira que foi pedir para Trump baixar a guarda (ou a bandeira de impedimento) contra a Huawei foi a Google, que solicitou a permissão especial para voltar a negociar com a empresa chinesa. Twitter, Facebook e outras redes sociais seguiram pelo mesmo caminho e, nesse momento, a App Gallery (alternativa da marca à Google Play Store) já conta com os principais aplicativos disponíveis hoje na loja de apps da empresa de Mountain View.

O Google pode muito bem ter solicitado o visto apenas por entender que não pode deixar de se fazer presente na segunda maior vendedora de smartphones Android no mundo. Porém, mesmo que o motivo seja apenas esse, ter essa empresa de peso a favor da Huawei (assim como as maiores redes sociais do mundo) pode fazer com que o veto de Trump chegue ao fim em definitivo. Afinal de contas, os interesses comerciais das empresas envolvidas são enormes.

De qualquer forma, o fim do veto do Trump contra a Huawei favorece a todos. Até mesmo aos Estados Unidos, que pode impulsionar melhor a propagação das redes 5G no país. E para o consumidor, ter uma liberdade de competição sem os entraves governamentais é sempre algo mais saudável.

Só não garanto que o seu futuro Huawei P40 Lite será atualizado lá na frente com o Android ‘by Google’. Nesse momento, não me arrisco a fazer tal afirmação.


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