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Um ano depois da IBM apresentar a canção Not Easy, composta com a ajuda de seu supercomputador Watson (dando origem ao segmento Watson Beat, focado no desenvolvimento de plataforma de inteligência artificial para criar música), a empresa mostra os seus desenvolvimentos nessa área.

A IBM trabalha na melhoria do sistema, que só precisa de um ritmo básico para compor uma música completa. Porém, a evolução dos limites legais e éticos para esse tipo de tecnologia parte de uma pergunta bem simples: o que acontece com os direitos autorais de uma música composta pelo Watson ou por qualquer plataforma de inteligência artificial.

A IBM abordou o assunto recentemente na Amsterdam Dance Event. Elizabeth Transier, diretora do IBM ThinkLab, entende que a composição de músicas do Watson Beat é indeterminada, já que se baseia em um modelo não determinada, oferecendo assim a chance de criar melodias únicas.

Ela alega basicamente que uma máquina não pode ser dona de um direito autoral, apesar de não ser uma advogada para dissertar legalmente sobre a questão. No entendimento dela, os direitos de autoria é da pessoa que idealiza como a máquina vai compor a música.

Elizabeth deixa claro que este é apenas o seu ponto de vista, e não uma posição oficial da IBM.

Os presentes no debate chegaram mais ou menos à mesma conclusão: essa nova vertente de inteligência artificial é nova demais, e será complexo determinar os limites dos direitos do autor.

O Watson Beat ainda está em estágio muito precoce de seu desenvolvimento. Mas já gera polêmica. Algo muito bem vindo para uma tecnologia inovadora e promissora.

 

 

 

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