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Aqui, podemos resumir tudo em uma frase: ‘só se você quer muito o tamanho menor’.  Caso contrário, pense dez vezes antes de comprar o iPad mini 4. O produto pode ser considerado a continuidade da picaretagem adotada pela Apple no lançamento do iPad mini 3, modelo que tinha como único diferencial o Touch ID (e que foi tão mal, que foi descontinuado um ano depois), e só foi anunciado ‘para constar’.

A Apple c*g*u tanto pro lançamento do iPad mini 4, que não foram gastos nem dois minutos de evento para dizer que ele tem o mesmo hardware do iPad Air 2 (tela de 9.7 polegadas, processador A8X, 2 GB de RAM, capacidades de armazenamento de 16, 64 e 128 GB, câmera traseira de 8 megapixels, câmera frontal de 1.2 megapixels e sensor de digitais com tecnologia Touch ID), mas com uma tela de 7.9 polegadas. Tá, tudo bem, de quebra ele herda o design do citado modelo maior. Mesmo assim: você está comprando tecnologia de 2014, certo?

Entendo que a Apple conseguiu um ‘problema’ ao lançar o iPhone 6 Plus no ano passado: deixar o iPad mini ‘sem ter o que fazer’. Com um smartphone com tela de 5.5 polegadas, a maioria das pessoas que antes utilizavam um tablet não vão precisar mais desse dispositivo. Afinal de contas, a tela do iPhone 6 Plus é grande o suficiente para garantir uma experiência de uso muito próxima ao do tablet, além de ser mais portátil e oferecer as funcionalidades de telefonia.

Para complicar ainda mais a situação do iPad mini, o iPhone 6 Plus já era mais potente que o iPad mini 3, assim como o iPhone 6s Plus é mais potente que o ‘novo’ iPad mini 4. Por que abrir mão de desempenho, ainda mais quando temos um iOS 9 chegando?

Por fim, o iPhone 6 Plus nos EUA custa o mesmo que um iPad mini 4 (com os tais dois anos de contrato com a operadora, mas… who cares?).

Por incrível que pareça, o lançamento do iPad Pro faz mais sentido que esse novo iPad mini 4. Ok, eu entendo: ele é bonito, leve, bem mais potente que o iPad mini 2, e quem sabe pode ser bacana para visualizar filmes, rodar jogos e ler livros. Mas, convenhamos: dessas três atividades, as duas primeiras você pode fazer muito bem em um iPhone 6 Plus, e a terceira… bom, compre um Kindle e seja feliz.

Talvez o quesito preço influencie decisivamente nessa equação, fazendo com que a balança fique favorável para o tablet, que teoricamente é mais barato no Brasil do que o smartphone top de linha da Apple. Mesmo assim, se você tiver condições de buscar o iPhone 6 Plus lá fora, faça isso. Mesmo com o dólar a R$ 4 (algo que pode acontecer, agora que o Brasil teve a sua nota de crédito rebaixada na S&P). É bem mais negócio.

Não digo que ‘dessa água não beberei’, e que jamais compraria o iPad mini 4. Mas pensando em um aspecto mais prático e funcional, entendo que a maioria deve pensar um pouco mais antes de investir dinheiro em um hardware lançado em 2014. Apenas isso.