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Outro anúncio que não foi surpresa para ninguém. Muita gente falava sobre um novo iPad Pro de 9.7 polegadas, para atender os anseios daqueles que queriam o desempenho do tablet apresentado em 2015, mas não se conformava em não ter a mobilidade típica de um dispositivo dessa categoria. Convenhamos: 12.9 polegadas para um tablet é muita coisa.

Poucos poderiam usufruir dos benefícios do primeiro iPad Pro. Apenas aqueles que queriam mesmo ser produtivos com o iOS, mas jamais sair de casa ou do escritório para trabalhar com ele. Um iPad Pro de 9.7 polegadas é algo muito mais aceitável para os profissionais que são produtivos mas que são mobile. Que não estão todo o tempo no escritório, mas querem desenvolver seus projetos e tarefas em qualquer lugar.

A Apple ouviu o clamor desse povo, e apresentou o novo tablet. Felizmente, mantém todas as principais características do modelo maior, que justificam essa melhor performance e maior produtividade, mas em dimensões mais comedidas. O processador, memória, alto-falantes, tela e acessórios estão todos preservados nesse novo produto.

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Confesso que me agrada mais a proposta do iPad Pro de 9.7 polegadas do que a do iPad Pro com quase 13 polegadas de tela. O motivo não é nem o preço, mas aquilo que já abordei no primeiro parágrafo desse post: a mobilidade.

Permitir que os usuários sejam criativos em qualquer lugar é o que se pede de qualquer dispositivo tecnológico voltado para uma área profissional. O mundo hoje é móvel. Não trabalhamos mais presos em escritórios. Hoje, o nosso escritório pode ser em qualquer lugar. Literalmente.

Logo, o novo tablet da Apple pensado para os profissionais não poderia fugir tanto dessa regra. Não era nem justo dentro de uma proposta tão avançada de produto. É claro que entendo que o mercado de tablets segue em queda livre, e discordo frontalmente com a bobagem dita por Phil Schiller que um produto como o iPad Pro pode acabar com o mercado de PCs. Até porque os PCs híbridos são os principais responsáveis pela recuperação ou sobrevida do mercado de computadores pessoais, pois oferecem a alternativa dos tablets em uma arquitetura de hardware de um PC tradicional.

E por conta disso eu acredito que o iPad Pro jamais vai eliminar o PC, pelo menos não nesse formato atual.

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Mesmo assim. Me agrada ter um tablet potente para ir um pouco além do que simplesmente consumir conteúdos de multimídia. Para produzir posts para os blogs, fazer edições rápidas de áudio e vídeo e gerenciar conteúdos de grande volume de dados, o iPad Pro de 9.7 polegadas pode ser uma solução prática para muita gente. Entendo que nem todos querem carregar o tempo todo o seu notebook, que é mais pesado que um tablet + Smart Keyboard + Apple Pencil.

E, mesmo assim… ainda vejo o Surface da Microsoft como uma proposta mais completa. Principalmente por contar com o Windows 10, um sistema operacional completo, e não um software mobile.

Mas de modo algum tiro os méritos desse novo iPad Pro. Antes ele do que um novo iPad mini 3, a maior picaretagem da história da Apple.

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