No dia de ontem (14), o Wall Street Journal publicou uma matéria informando que a Apple reduziu a encomenda de peças de fabricação do iPhone 5 pela metade, por causa da baixa demanda das vendas do produto no mercado. Deixando de lado o impacto comercial que isso possa vir a ter na marca ou para a Apple como empresa, vamos ternar olhar se isso se procede ou não em uma esfera mais próxima da minha realidade. Ou, como posso dizer, “ao meu redor”.

Eu ainda tenho um iPhone. Ainda. Mas não digo que o meu próximo smartphone será um iPhone. E, se for, não será um iPhone 5, com certeza. Estou com o iPhone e um Motorola RAZR i (em breve, devo pegar o RAZR MAXX em definitivo, por causa da bateria monstro que o smartphone possui), e me dou muito bem com os dois. Mas confesso que uso mais o RAZR i, por motivos bem justificados: internet mais rápida (3G+ no Android, e 3G no iPhone), peso menor, 95% das funcionalidades (algumas eu acesso de forma mais prática no Android) e maior integração com os serviços do Google (e-mail, agenda, Google Play, Mapas, etc). Mas isso vale pra mim. Esse comportamento pode variar de usuário para usuário.

Alguns dos meus colegas blogueiros e pessoas que eu sigo no Twitter acabaram trocando o iPhone por outras plataformas, ou pelos mesmos motivos que listei acima, ou porque se cansaram da mesmice que a Apple apresenta nos últimos anos. E muitos não se arrependem da troca. Por outro lado, ainda tem muita gente que não abre mão do iPhone por outros motivos que até eu concordo: consistência do sistema, a grande oferta de acessórios, a baixa desvalorização do produto em caso de revenda, e a quantidade de apps que já comprou na App Store.

Aliás, com o lançamento do iPhone 5, estranhamente, os modelos iPhone 4S e iPhone 4 (principalmente aqueles com maior capacidade de armazenamento, que não são mais encontrados nas lojas de e-commerce e operadoras) se valorizaram no seu preço de revenda, e é possível ainda fazer um bom negócio na venda desses modelos. E para muitos que estão interessados nesses modelos mais antigos, a ideia de não gastar tanto em um iPhone é algo atraente, mesmo que seja em um modelo mais antigo.

Por outro lado, eu começo a ver os primeiros iPhones 5 rodando nas mãos dos usuários em minha cidade (e olha que eu moro no “fim do mundo” do estado de São Paulo, Araçatuba), o que significa que “vendendo, o iPhone 5 está”. A questão agora é: quanto está vendendo?

E mais: dessas vendas, quantos são de usuários que já estavam com alguma versão antiga do iPhone compraram o iPhone 5. E a pergunta mais importante de todas: as pessoas estão mesmo abandonando o iPhone para buscar outras plataformas, principalmente o Android?

Bom, eu tiro por mim. Uma das coisas que me impedem (ainda) de mudar completamente do iOS para o Android é a base de dados pessoais que tenho salva no meu iPhone, que apesar de não ser elevada, já se provou ser mais confiável salvar nele do que no Android. Isso, sem falar na biblioteca de músicas do iTunes, que até pode ser transferida para o cartão de memória de qualquer smart Android que eu tiver. Fora isso, se em algum momento de 2013 eu entender que o Android cobre todas as minhas necessidades de uso em um smartphone, eu direi adeus ao iPhone sem pensar duas vezes. Não vou abandonar a plataforma iOS por completo, pois ainda vou ter o iPad e o Apple TV por aqui. Talvez até compre um iPod Touch como player musical, mas muito provavelmente não levarei mais no bolso o iPhone como meu smartphone de uso pessoal.

Por outro lado, tem a crise econômica. O mercado global está comprando menos, e o iPhone é um dos smartphones mais caros do mercado. Lá fora, as pessoas estão trocando os produtos mais caros pelos mais baratos, por pura contenção de despesas. E o iPhone entra nessa lista. Mas voltemos ao nosso mundinho aqui.

Por enquanto, o iPhone fica. Mas 2013 pode ser o seu ano “limite”. E para você? Vai de iPhone 5? Ou vai esperar o “next best thing” que a Apple vai apresentar nesse ano?