iPhone X

Bom, não podemos dizer que a Apple foi “mais do mesmo” nesse aqui. O iPhone X Edition veio tal e como os recentes vazamentos revelaram, trazendo as mudanças esperadas e com uma proposta de ser diferente de tudo o que vimos em termos de smartphones da Apple nos últimos dez anos.

Porém, é inevitável dizer o dispositivo apresenta também conceitos que são adotados de forma tardia pela Apple para alguns de seus produtos. Entendo quando alguns reclamam que a empresa não inova mais, e até compreendo que ela não precisa mais inovar (ou não tem mais por onde inovar), já que se tornou especialista em copiar o que funciona bem nos outros, mas melhorar e entregar a sua visão sobre a mesma proposta.

Exemplos? Pois não!

 

 

Uma frontal que ocupa toda a tela. Isso não é uma novidade, certo? Mas apenas no iPhone X temos quase a totalidade da frontal em tela de verdade. Só ficou de fora mesmo a área onde fica a câmera frontal e os inúmeros sensores. É um Full Screen legítimo que poucos na indústria ousaram conseguir.

O reconhecimento facial também não é nenhuma invenção da Apple. Porém, contar com reconhecimento tridimensional do rosto, com sistema de aprendizado neuronal para identificar as diferentes alternativas em relação ao mesmo rosto, trabalhando com infravermelho e iluminação auxiliar… é tanta coisa nessa tecnologia do Face ID, que se esse negócio não der certo, a Apple está ferrada!

 

 

Câmera dupla traseira? Fez o que todo mundo está fazendo. Mas com lentes com aberturas diferentes, disposição na vertical (priorizando ainda mais o modo retrato), com flash de 4 LEDs entre os sensores… claramente temos o “Apple way of life” muito claro.

Recarga sem fio? Pode ser novidade no iPhone, mas nos demais, já tem faz tempo. O diferencial aqui (para quem já teve ou tem um iPhone, obviamente) é que sua bateria tem modo de recarga rápida, entregando 50% de autonomia em apenas 30 minutos. Ou seja, chega de ficar procurando carregador por aí no final do dia.

 

 

Ah, sim… ia me esquecendo… sem falar nos emojis animados, onde o usuário agora pode ofender o inimigo através de figurinhas fofinhas.

A Apple deu tanta ênfase para esse recurso, que esqueceu de dar ênfase que esse é um dos exemplos do poderio do seu sistema de captura de movimentos e expressões faciais, e que esse recurso pode ser muito melhor explorado por soluções de outros desenvolvedores no futuro.

Como vocês podem ver, o iPhone X é o smartphone premium da Apple que mostra a forma da Apple fazer as coisas. Ainda estou na dúvida se é uma justa homenagem aos anseios de Steve Jobs com um produto desse porte, mas jamais poderemos dizer que dessa vez temos um iPhone que é “mais do mesmo” novamente.

Até porque o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus cumprem com essa cota anual de mesmice.

 

 

Obviamente, o preço assusta. E espanta. US$ 999 (iniciais, para o modelo de 64 GB) é um sinal claro que este é um iPhone apenas para quem ama muito a Apple, e não se importa em ficar sem um rim por ela. Ou para aqueles usuários que contam com dinheiro suficiente para manter o rim dentro do seu corpo.

Por fim, antes de discutirmos se o novo iPhone X vale mesmo os tais US$ 999, é importante olhar para a proposta como um todo. Particularmente, achei o novo smartphone bem legal e atraente, mas mesmo permitindo que eu desbloqueie meu smartphone no escuro (garantindo que meus inimigos não usarão uma máscara ou uma foto minha para desbloqueá-lo), poder fazer fotos e vídeos incríveis e ver o mundo em uma tela que ocupa toda a frontal do dispositivo, eu ainda não me convenci que este é o meu novo objeto de desejo.

 

 

Para comprar, talvez não. Para ganhar? Com certeza. Podem me mandar agora!

#SonhoMeu