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Estamos em guerra.

Essa guerra que enfrentamos tem dois inimigos bem diferentes.

Um deles é invisível, intangível e pode atingir a todos sem que a gente se dê conta disso. O que torna esse inimigo mortal: quando percebemos a sua existência, podemos estar em uma UTI de um hospital, tentando respirar para sobreviver. Se é que teremos um leito em um hospital quando isso acontecer… pois estamos em guerra. E na guerra, os hospitais ficam superlotados.

O segundo inimigo é visível. Muito visível. Aliás, adora ter os holofotes para si. Esse inimigo tenta a todo custo disseminar a desinformação para um grande grupo de pessoas que, nesse momento, aceitam suas mentiras. Passaram da fase do acreditar em qualquer fake news, e agora simplesmente aceitam declarações que não são baseadas em fontes científicas, ou que contrariam as recomendações da Organização Mundial da Saúde.

Em nome do lucro. Porque a economia precisa ficar acima da vida, na opinião rasa de algumas mentes irracionais.

Estamos em guerra. Infelizmente.

Em tempos de guerra, vários soldados involuntários aparecem. Pessoas que não estavam preparadas para o combate à sua frente, mas buscam a coragem que nem imaginavam ter dentro de si para derrotar os inimigos e salvar o maior número possível de vidas.

 

 

 

Advogando em nome do jornalismo de qualidade

 

 

Não ouso comparar o trabalho de um jornalista com qualquer pessoa que está envolvida na área da saúde nesse momento. Em uma pandemia, médicos, enfermeiros, sanitaristas, especialistas em infectologia, biólogos e outras pessoas diretamente envolvidas na missão de salvar vidas merecem o meu máximo respeito e admiração.

Por outro lado, também compreendo que, diante de todo o desserviço e desinformação que alguns políticos e chefes de estado decidiram abraçar, com o único objetivo de provocar o caos no país, tenho a plena convicção em mim que nós, jornalistas, produtores de conteúdo, profissionais de mídia, blogueiros, youtubers, podcasters e derivados, temos também a missão de salvar vidas com a mais poderosa arma que temos nas mãos: a informação.

Diferente do que algumas mentes mais rasas e limitadas (além da velha do ZapZap) acreditaram, o jornalismo não é o inimigo. Tá, existem alguns veículos tendenciosos, que narram os fatos a partir de uma perspectiva que reforça os seus ideais e favoreça aos seus objetivos. Porém, o jornalismo sério está contando a verdade. E, particularmente… se tem uma coisa boa que o coronavírus trouxe foi justamente devolver o papel de protagonismo ao jornalismo, fazendo com que o eco ruidoso das fake news disseminadas nas redes sociais perdesse força.

Quem deixou de acreditar no jornalismo voltou a se informar sobre o COVID-19 através dessa fonte tradicional. A tia do ZapZap nunca soube nada da vida. Nem mesmo sobre o presidente que elegeu. Que dirá sobre uma pandemia. Por isso, ver os canais de notícias e noticiários ganhando audiência de forma exponencial em plena pandemia me faz crer que as coisas estão mudando. De novo. E, dessa vez, para o caminho certo.

Ao amigo leitor que chegou até aqui, eu peço. Na verdade, eu imploro: confie no trabalho da imprensa séria nesse momento. Não acredite em mentiras jogadas nas redes sociais. Não acredita na velha do ZapZap. Não acredite inclusive em quem diz que o coronavírus é “uma gripezinha” que logo vai passar. A montanha de mortos na Europa é a mais dura prova em como esse imbecil está errado.

Meu compromisso com você é continuar a transmitir a informação correta, baseada nos fatos, nos dados e na ciência. E, acima de tudo: eu sempre vou defender a vida. Pois ela continua a ser mais valiosa que a economia, em todos os aspectos.

Fica aqui o meu registro.


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