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Leclerc frustrado com 2º lugar amargo em Mônaco

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Charles Leclerc experimentou novamente sentimentos agridoces após o Grande Prêmio de Mônaco, sendo forçado a aceitar a segunda posição atrás de Lando Norris.

O piloto monegasco fez todos os esforços possíveis para encontrar uma oportunidade de ultrapassagem durante a corrida dominical, aplicando pressão constante na primeira curva e intensificando os ataques nas voltas finais.

A situação se tornou ainda mais interessante quando Max Verstappen, executando uma estratégia alternativa, aproximou a McLaren da Ferrari nos momentos decisivos da prova.

Mesmo assim, a vitória permaneceu inalcançável para o piloto da casa, que havia sido superado por Norris já na qualificação e não conseguiu repetir o triunfo conquistado no Principado há 12 meses.

 

Ferrari decepciona nas expectativas locais

Questionado sobre sua satisfação com o resultado, considerando a temporada irregular da Ferrari, Leclerc foi direto: “Na verdade não, mas no final do dia perdemos a corrida ontem. Deveríamos ter feito um trabalho melhor”.

O piloto reconheceu o mérito do adversário, afirmando que Norris fez um trabalho superior durante todo o fim de semana e mereceu a vitória.

Apesar da frustração, Leclerc contextualiza o resultado dentro das expectativas realistas da equipe para a temporada.

“Considerando tudo, acho que está muito acima das nossas expectativas vir aqui. Achei que estar entre os 10 primeiros seria um desafio”, explicou o monegasco, reconhecendo que terminar em segundo lugar, próximo ao vencedor, representou um fim de semana positivo no geral.

 

Estratégia de final de prova e pressão sobre Norris

A corrida de 78 voltas em Monte Carlo apresentou várias complexidades aos pilotos, incluindo Safety Cars virtuais, bandeiras amarelas, tráfego intenso e a implementação da nova regra de dois pit stops obrigatórios.

Leclerc também foi afetado pela nova dinâmica e pelos diferentes cenários apresentados, o que impactou nas suas chances de vitória.

Sobre sua tentativa de ataque no final da corrida, Leclerc detalhou a dinâmica: “Foi bom também de dentro do carro, porque antes disso era um pouco chato. Tive de deixar uma lacuna para o Lando porque senão teria sobreaquecido tudo, por isso não podia estar tão perto”.

A gestão térmica dos pneus foi fator relevante para manter a competitividade durante toda a prova, mesmo com duas trocas obrigatórias de pneus.

 

Verstappen como catalisador da pressão final

A presença de Max Verstappen executando uma estratégia diferenciada criou oportunidades adicionais para Leclerc pressionar Norris.

“Quando vi que Max estava jogando o stint longo, acho que ele estava esperando por uma bandeira vermelha, e isso me ajudou um pouco a colocar um pouco mais de pressão sobre Lando, mas não foi o suficiente”, revelou o piloto da Ferrari.

A dinâmica de três pilotos nos momentos finais da corrida adicionou uma camada extra de complexidade estratégica, com Verstappen potencialmente aguardando uma interrupção da corrida que pudesse embaralhar as posições e criar novas oportunidades de ultrapassagem.

 

Apoio da torcida local aquece o coração de Leclerc

 

Mesmo com a derrota em casa, Leclerc demonstrou gratidão pelo apoio recebido da torcida monegasca.

“Como eu sempre digo, como pilotos da Ferrari, temos muita sorte, recebemos apoio em todos os lugares, mas nascer aqui e ver todas as pessoas monegascas atrás de mim é algo muito especial”, comentou emocionado.

O piloto destacou a singularidade de correr em seu país natal: “Não somos muitos monegascos, mas aquece muito meu coração estar em casa e ter tanto apoio. Eu gostaria de ter dado a eles o primeiro lugar, mas espero que no próximo ano”.

 

Via Formula1.com


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@oEduardoMoreira