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O Lenovo K80 é um smartphone que dificilmente deve desembarcar por aqui, mas seria muito bem vindo por aqui. O conjunto técnico é bem completo, e o seu preço é muito interessante. Porém, uma coisa intriga: precisamos mesmo de 4 GB de RAM para um desempenho impecável no Android?

Para qualquer sistema operacional, quanto maior a quantidade de RAM presente, melhor é o seu desempenho. É uma regra universal. Apesar que alguns sistemas são bem ajustados ao hardware, e não precisam de tanta potência para oferecer um bom desempenho. Mesmo assim, vamos combinar que em termos de tecnologia, quanto maior os números das especificações de um produto, melhor para se utilizar o dispositivo.

Porém… 4 GB de RAM já é algo que levanta dúvidas se é um benefício ou uma pequena pedra no quadrado. Uma pedra que pode inclusive impactar no consumo de bateria do produto, algo que obviamente ninguém quer.

O Lenovo K80 trabalha com um SoC da Intel Atom no lugar dos já clássicos Qualcomm Snapdragon ou MediaTek. E esse pode ser um dos motivos para a escolha dos asiáticos por uma quantidade de RAM tão elevada. É claro que sempre existe o argumento de oferecer o melhor desempenho possível, ou uma performance impecável e sem lags. Sem falar que a Intel ainda está um pouco ‘verde’ no segmento de chips para dispositivos móveis, mas já apresentam bons resultados (a família ZenFone da Asus que o diga).

Mas bem sabemos que um bom Android consegue executar de forma eficiente as tarefas mais comuns aos usuários com 2 GB de RAM. Tanto é isso, que a própria Lenovo vai lançar uma versão mais ‘econômica’ do K80, que conta apenas com 2 GB de RAM. Não é esse o único ou o principal fator determinante para o melhor desempenho de um dispositivo. Logo, os 4 GB de RAM podem soar para muitos um marketing, e não os culpo por isso.

Por outro lado, o Lenovo K80 é bem composto em outros aspectos técnicos, como uma CPU de quatro núcleos e 64 Bits a 1.8 GHz, tela de 5.5 polegadas (1080p), câmera traseira de 13 megapixels com estabilizador óptico, 64 GB de armazenamento e uma bateria de 4.000 mAh. E tudo isso por US$ 29o?

É… está mais que provado que esse smartphone vai além dos números de sua RAM. É um pacote bem digno e completo, por um preço muito competitivo. No final das contas, para muita gente, os 4 GB serão apenas mais um número no meio de outros tantos que só beneficiam o desempenho final do produto.

Não há detalhes sobre o seu lançamento nos mercados internacionais, mas fico na torcida para que isso aconteça. É um dispositivo que merece ser acompanhado mais de perto, e se o Brasil não inventar de perder a relação custo/benefício que o produto oferece, ele pode ser uma excelente alternativa de smartphone para o segundo semestre.


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