Olha só como são as coisas.

Não foi a Samsung. Não foi a LG. Não foi a Sony (essa última ainda está no mundo da telefonia móvel? #ironic). Nem mesmo a ASUS, OnePlus ou derivados. Foi a Lenovo que apresentou oficialmente o primeiro smartphone com o novo e poderoso processador Qualcomm Snapdragon 855.

Poderia ser a Motorola, uma vez que (em teoria) esta marca tem uma maior visibilidade global (sério, eu conheço algumas pessoas aqui no Brasil que nem sabiam que a Lenovo fabricava smartphones). Mas a Lenovo quis ficar com as honras. Afinal de contas, ela manda na Motorola, certo?

O Lenovo Z5 Pro GT é o que podemos chamar de monstro. Literalmente. Poucas vezes testemunhamos tanto poderio técnico em um dispositivo de telefonia: o já citado processador Qualcomm Snapdragon 855, que em testes de benchmarks vazados com o futuro Galaxy S10 já se apresenta como uma besta em termos de desempenho, trabalhando com absurdos 12 GB de RAM e até 512 GB de processamento.

Vários computadores ou notebooks que estão disponíveis no mercado não contam com tanta potência numérica. Eu desconfio seriamente que consigo encontrar a cura do câncer com um smartphone como esse. Ou minerar Bitcoins para pagar um Big Mac todos os dias (até porque a cotação dessa criptomoeda simplesmente despencou).

Muitos se questionam (com razão) se é preciso disso tudo em um smartphone. E bem sabemos como os números aqui são mediáticos. O que a Lenovo quer é justamente chamar a atenção de todo mundo para esses números inflados. Todo mundo sabe que a metade de RAM e armazenamento conseguem fazer qualquer tipo de usuário muito feliz.

De qualquer forma, chama a atenção também o pioneirismo da Lenovo, que conseguiu um pouco de protagonismo nos veículos de tecnologia com esse anúncio. E se a ideia aqui era reter a atenção de todo mundo com esses números gigantes, a empresa conseguiu.

Não sou eu que vou dizer aqui que eu não gostaria de ter o Lenovo Z5 Pro GT só por causa dos números exagerados, ou afirmar que tais números são simplesmente desnecessários. Pode ser um exagero para a tia do Zap Zap ou para o usuário que não vai abrir os tais 50 aplicativos simultâneos que essa quantidade de RAM permite.

Mas muitos dos geeks que eu conheço com certeza gostariam de ter esse dispositivo para chamar de seu. Eu, inclusive. Não nego.

Mãos tremendo aqui por causa desse smartphone.