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Eu nunca entendi essa história de colocar limites no pacote de internet dos usuários. Ao mesmo tempo, entendo os motivos pelos quais as prestadoras do serviço fazem isso. Afinal de contas, se não houvessem limites, os usuários mais hardcores poderiam usar e abusar de seu pacote de dados, baixando o mundo e mais um pouco. Porém, se fosse só por isso, eu compreendo. O interesse maior das operadoras é capitalizar em cima desses clientes.

Mesmo assim, é desagradável.

Recentemente, a Vivo decidiu adotar a mesma estratégia psicológica da NET (explico daqui a pouco por que utilizei esse termo) e impôs o limite de consumo de dados nos seus pacotes de internet fixa. A medida vale  para os novos assinantes, e podem variar entre 10 GB e até 130 GB de franquia. Quando o limite é alcançado, ou a velocidade de internet é reduzida, ou a conexão é interrompida, obrigando esse cliente a adquirir pacotes adicionais.

Por enquanto, a medida só entra em vigor a partir de 1 de janeiro de 2017. “Em caráter promocional”, os novos assinantes terão internet ilimitada até 31 de dezembro de 2016. Os antigos assinantes seguem com internet ilimitada para o resto da vida. Mas isso, na teoria: muito provavelmente quando a operadora lançar novos planos e pacotes de serviços, os usuários que decidirem migrar para esses novos planos terão essa característica alterada em seus contratos.

Como eu disse antes, eu entendo os dois aspectos. Entendo por que a Vivo toma essa decisão, mas também entendo os usuários que vão reclamar dessa decisão. Eu mesmo sou um dos que reclamo, e olha que nem assinante da Vivo eu sou… ainda (infelizmente).

Durante alguns anos da minha vida, eu fui cliente da NET, com o tal limite de velocidade. Mas confesso que nunca me vi seriamente prejudicado com essa estratégia de limite de consumo de dados de internet. Na prática, nunca atingi esse limite, e eu sou um usuário hardcore. Ou pelo menos eles fizeram vista grossa em todas as vezes que eu ultrapassei o limite, e não reduziram a velocidade de conexão.

E é por isso que considero isso muito mais um “efeito psicológico” do que uma medida efetiva da operadora. Ou pelo menos no caso da NET. Não sei como vai funcionar com a Vivo. Vai que eles resolvem fazer valer o que eles estão vendendo, ou fazer o contrato ser cumprido a favor deles. Nunca se sabe.

A parte que me atinge tudo isso? Simples.

Hoje, eu sou um feliz cliente da GVT, com um ótimo plano de internet de 50 Mbps de download, 5 Mbps de download, e ambos com cotas ILIMITADAS. Ou seja, é o plano perfeito, é o que eu preciso, e eu amo muito tudo isso. O mundo é lindo e eu não quero que nada mude.

Porém, a partir de abril de 2016, as coisas vão mudar, contra a minha vontade. Em abril, a GVT deixa de existir, e comercialmente quem assume é a Vivo, que adquiriu a GVT.

Para começar, quero manter os meus 50 Mbps de qualquer maneira. Não quero perder essa velocidade linda e maravilhosa, que me faz tão feliz. Sem falar que não quero perder os benefícios já adquiridos (ligações locais ilimitadas no telefone fixo, pacote de TV mais completo + internet de 50 Mbps por R$ 200/mês). Quero o mesmo perfil de contrato que já tinha antes dessa mudança.

E o mais importante: não quero ter limites de download e upload. Quando contratei a GVT, ela me oferecia tudo isso. O fato de ser obrigado a mudar para a Vivo (sim, pois quando migramos não temos a opção de ficar com os serviços antigos) não dá à empresa o direito de me obrigar a aceitar as condições deles. Se quiserem me manter como cliente, quero tudo exatamente do jeito que estava.

Será que a Vivo é capaz de fazer isso?

Particularmente, eu duvido. Mas vou esperar para ver. Não estou muito feliz com a notícia de limite de consumo de dados. Mas espero que a operadora ao menos tenha a vergonha na cara de não mexer nas regras dos clientes antigos.

Tenho medo de estar sonhando um sonho impossível nesse momento. Minhas experiências com a Vivo em Araçatuba (SP) foram péssimas. E não acredito que a operadora tenha mudado a ponto de respeitar o consumidor nesse nível.

Vamos aguardar.