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Adoro fazer esse tipo de post. Mesmo. Me divirto muito com isso.

A Apple lançou hoje (13) novos iMacs com telas de 21.5 polegadas com 4K e 27.5 polegadas com 5K. Além disso, apresentou novos acessórios (Magic Keyboard, Magic Mouse e Magic Trackpad). E para aproveitar a leva de novidades, aumentou os preços de todos os seus computadores (e dos acessórios). Uma notícia “bonita”, se pensarmos que a Black Friday e as vendas de Natal estão chegando, mas que de nada vale com os novos preços anunciados.

Eu poderia resumir tudo isso na frase “o que era coisa de rico, virou coisa de muito rico”. Mas seria uma visão simplória da situação. Ficou proibitivo. Impossível para os meros mortais. Impossível para eu e você. A boa notícia é que se tornou impossível para o Eike Batista, que deixou de ser bilionário.

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O computador da Apple “menos caro” é agora o MacBook Air de 11 polegadas, que custa a “bagatela” de R$ 8.499. Na boa? Nem alta do dólar justifica isso. Não falo só pelo preço elevado, mas pelo hardware simplório e muito abaixo de vários dispositivos mais competentes com Windows 10. Quem compra MacBook Air hoje no Brasil quer pagar de rico na Starbucks ou no seu blog de moda. Só pode!

Não vale mais pela produtividade ou eficiência. É apenas o “fator Apple” se fazendo presente. Na boa, só gente muito burra compra um MacBook Air no Brasil. O que confirma o ridículo produzido nesse caso é que o MacBook Air agora custa o que custava o MacBook Pro, sem chegar perto de ter o mesmo poder de hardware.

Aliás, o MacBook Pro é outro caso a ser estudado por sociólogos, economistas e pessoas de bem. O modelo mais barato desse segmento custa agora R$ 12.499, mas seu conjunto de hardware não foi atualizado em nada. É um computador “velho”. Ok, você pode me dizer que funciona muito bem com o OS X. Mas, amigo… você está comprando hardware velho! É o mesmo que comprar um Xbox 360 a R$ 1.119! Não faz o menor sentido!

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Sem falar no MacBook Pro de 13 polegadas a R$ 10.499. Esse modelo (com drive de CD) quase dobrou de preço! Por que? Porque a Apple quis! De novo: não dá pra pagar esse preço por hardware velho. Me desculpem os fãs, mas eu sei que a cotação do dólar subiu 75% de 2013 para cá. Mesmo assim. Entendo que o bom senso precisa prevalecer, até mesmo para a empresa não passar ridículo.

Por fim, o igualmente risível Mac Pro (aka cinzeiro gigante), que custa R$ 36.999. Profissional do quê vai comprar esse modelo? Da NASA? FBI? CSI? Nem para pesquisa da cura do câncer dá para fazer um investimento desses.

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A Apple já tinha pirado na batatinha quando aumentou o preço de iPads lançados há dois anos. Vem de uma sequência de aumentos consecutivos nos seus produtos desde janeiro, e como o ano não acabou (mas os incentivos da Lei do Bem sim), um novo reajuste nos preços dos smartphones e tablets é esperado.

Porém, a empresa abusa do fato de ser a Apple para mandar a mão mais pesada nos reajustes. Sim, amigos. A Apple é linda e maravilhosa para muitos. Mas não é santa.

E podem preparar para vender o rim no mercado negro, pois é quase certo que os novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus terão preços que vão colocar o Brasil de novo no topo da lista de países com iPhones mais caros do planeta.

Mas é claro que eu não encerro esse post sem mandar um #lacra13 com muita força. Dilma e sua turma tem boa parte da culpa por esse ridículo que passamos.

Mas nesse caso em especial, não carrega a culpa sozinha.