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MacBook com Apple M1: o notebook perfeito?

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O hype está alto, e entendo que é importante falar sobre isso, antes que o hype esfrie. Ou antes que a verdade apareça com o inevitável efeito do tempo. Tem muita gente entusiasmada com todas as possibilidades que se abriram com o novo MacBook com o processador Apple M1, e algumas pessoas estão ousando em afirmar que este é o “notebook perfeito”.

Será mesmo?

Acho melhor as pessoas irem com calma nesse tipo de afirmação.

 

 

 

Muito promissor…

 

 

Os primeiros testes reais sobre o desempenho e a experiência de uso dos novos MacBooks com Apple M1 estão chamando a atenção por apresentar um comportamento muito interessante em cenários bem específicos.

Dois exemplos claros sobre isso estão no melhor desempenho da emulação do Windows com o Apple M1 que aquele encontrado nos processadores Intel, além da autonomia de bateria muito superior. Elementos que com certeza vão chamar a atenção de usuários com diferentes frentes e objetivos de uso no portátil.

Tudo bem que a questão da autonomia de bateria era factível. A nova arquitetura ARM foi pensada especificamente no funcionamento com o macOS, o que faz com que o seu desempenho nesse aspecto seja inevitavelmente melhor do que aquele entregue pelos chips Intel, cuja arquitetura precisa funcionar bem com diferentes tipos de equipamentos.

Agora, no que se refere à emulação do Windows, temos uma grata surpresa. O Apple M1, em teoria, não foi desenvolvido com essa finalidade em mente, o que mostra que os limites desse processador ainda podem ser explorados, com uma certa margem de atuação que deve beneficiar os usuários mais avançados.

 

 

 

…mas é cedo para dizer

 

O Apple M1 ainda está no seu começo de vida, e não é utilizado de forma mais ampla pelos usuários. Não tem tanta gente com os novos MacBooks com o novo processador e, tal e como acontece com todo e qualquer novo produto de tecnologia, ele pode apresentar problemas que não foram previstos durante as fases de testes e desenvolvimento.

Sem falar que nem todos os aplicativos disponíveis para macOS estão totalmente otimizados para a nova plataforma de hardware. Alguns importantes estão, inclusive em ferramentas que não pertencem à Apple, como é o caso do Microsoft Office. Mas isso não quer dizer que não vamos nos deparar com eventuais anormalidades com softwares que não estão ajustados.

Ou seja, no lugar de toda a empolgação com o novo chip, é melhor usar da prudência e esperar mais um pouco para definir o MacBook com Apple M1 como “o notebook perfeito”.

Mesmo porque a perfeição não existe. Nem mesmo na Apple.


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