Quem viaja frequentemente de avião já sabe: evite o assento do meio a todo custo. É desconfortável ficar entre outros dois passageiros, e o acesso à saída é mais complicado, sem falar que é o assento de menor espaço no avião.

Porém, se todos os argumentos acima não são suficientes, a ciência adiciona mais um, que é definitivo.

Um detalhado estudo patrocinado pela Boeing revela alguns dados interessantes, e analisa os movimentos dos passageiros dentro da aeronave, e como isso incide em um risco em especial para o contágio de doenças.

Um passageiro doente é capaz de contagiar todos os passageiros localizados a uma distância de duas filas. A maioria das doenças são transmitidas através da saliva e, de um modo geral, esporos e bactérias contam com um alcance de um metro antes de pousar em algo.

O problema é que, pela própria natureza humana, nós não ficamos quietos e parados em um só lugar.

 

 

O estudo analisou os movimentos dentro do avião dos passageiros, o que explicaria por que uma pessoa doente pode contagiar passageiros que, em teoria, estão longe do seu alcance.

Porém, um passageiro sentado no assento do meio tem até cinco vezes mais chances de entrar em contato com outros passageiros, aumentando as suas chances de pegar a doença na mesma proporção.

Por outro lado, quem escolhe as janelas tem chances muito menores de contrair doenças em pleno voo. Porém, tudo aqui é estatística. Se você cair no assento do meio, saiba que, no papel, você está mais exposto.

 

Via Wired