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Não sei se os e-commerces nacionais são ‘descuidados’, se os estagiários continuam aprontando das suas, ou se tem muita gente com raiva do marketing da Motorola. Realmente eu não sei. Mas o vídeo vazado ontem (23) pela Americanas, vazando os principais detalhes do Motorola Moto G de 3ª geração (2015), que só será anunciado na próxima terça-feira (28) em São Paulo, é apenas mais um dentro do histórico de vazamentos da empresa.

Mais um. Se não estou enganado, é o quarto nos últimos tempos.

Não dá pra dizer que a Motorola não sabe guardar segredo. Acho que eles tentam, mas não são tão eficientes que os outros. Fato é que, hoje, com a profusão da internet e a velocidade da informação, é muito difícil guardar um segredo desse porte. Ainda mais envolvendo um dos dispositivos mais esperados de 2015.

A questão dos vazamentos é algo que gera discussões. Há blogs que adoram quando isso acontece, pois tal incidente se converte rapidamente em pageviews para o seu veículo. Outros blogs acham a prática abominável, pois não só prejudica o trabalho dos profissionais envolvidos, como também estraga o ‘efeito surpresa’ que é sempre bom ter quando nos deparamos com um lançamento de tecnologia.

Ainda mais se levarmos em consideração que estamos falando do Moto G de 3ª geração, modelo que foi alvo de rumores nos principais veículos de tecnologia do Brasil e do exterior.

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Mas a grande questão que fica é a seguinte: será que esses vazamentos acontecem por erro de terceiros? Ou será que é uma forma da própria Motorola atrair os holofotes para si?

Essa pergunta é oportuna sim. Veja bem: eu disse um pouco antes que, na era da internet, é muito difícil guardar segredos, ainda mais desse porte. Logo, alguém na Motorola deve ter pensado: ‘então, por que não bancar esses vazamentos, para gerar uma visibilidade prévia ao nosso produto, antes do seu anúncio oficial?’.

Não seria a primeira, e muito menos a última vez que eu veria isso acontecer.

Levando em conta que vivemos hoje em um mercado altamente competitivo, onde os modelos top de linha se encontram em um claro período de saturação, e consumidores e fabricantes encontraram nos modelos de linha média aquele objetivo de consumo e venda, é natural que os fabricantes invistam em novas soluções de comunicação com o consumidor, visando aqueles que querem investir dinheiro em um dispositivo de linha média.

As últimas versões do Moto G foram muito bem sucedidas no mercado, e com certeza a Motorola não quer perder isso. Ok, o preço especulado para o smartphone não ajuda muito (a partir de R$ 929), e ele pode não ter o mesmo impacto junto ao consumidor do seu grupo como nos modelos anteriores. Logo, já ir explicando para o consumidor o que o novo modelo traz de melhor, tentando justificar o preço mais alto, é uma estratégia que até pode funcionar.

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Por outro lado, os e-commerces brasileiros precisam aprender a guardar segredos.

Já é de conhecimento geral que os e-commerces recebem as informações e material promocional dos grandes lançamentos de tecnologia antes do seu anúncio, até mesmo para preparar suas páginas. Mas todas as vezes que o dispositivo é da Motorola, sempre tem alguma loja virtual ‘queimando a largada’, ou vazando fotos do produto, ou vídeos (como foi nesse caso), ou até mesmo a página de venda, com o preço sugerido.

Isso não pode acontecer com tanta frequência por ‘mera obra do acaso’. E tantas vezes seguidas.

Não é mesmo, Motorola?