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Quem é que dorme, Brasil?

3h49 da manhã de domingo, 12 de janeiro de 2020, e eu mais uma vez acordado, com a cabeça fervilhando, tal e como vários brasileiros estão nesse momento. Se eu estivesse em São Paulo, uma cidade que nunca dorme, até se explica. Mas eu estou em Florianópolis, e eu deveria estar dormindo.

Mas quem consegue dormir nesse calor?

Enquanto eu penso na séria possibilidade em me comprometer financeiramente na compra de um ar condicionado (dando um autêntico “dane-se” para o aumento da conta de luz), começo a refletir em como esse investimento no meu bem estar vai impactar no meio ambiente e no aquecimento global.

Parar de comer carne pode ser uma das alternativas. Afinal de contas, o desmatamento da Amazônia que alguns defendem como “válido” acontece para favorecer a um aumento na produção de gado de corte no local. Pois bem, se a gente consumir menos carne, não precisa acabar com essa área verde para produzir mais carne. Logo, o aquecimento global até pode diminuir e eu economizo uma grana em duas frentes: evito a compra do ar condicionado e pago menos na alimentação por não comer carne.

É… é uma possibilidade. Ainda distante na minha vida, pois eu amo churrasco. Mas diante do mundo atual que está tão maluco, eu posso até cometer a insanidade de não mais comer carne para que eu passe menos calor.

Vale a tentativa.

Eu não consigo dormir. O sono até existe, mas o cérebro continua a trabalhar.

Estou ciente sobre o quanto isso é perigoso, e que as minhas chances em desenvolver o Alzheimer são enormes. E não adianta você chegar aqui com a conversa do “ah, se você não pensar na doença, ela não vem”. Não é bem assim: eu tenho histórico na família, e dos dois lados. Logo, está mais perto de mim do que você pode imaginar.

Por outro lado, eu procuro não pensar muito nesse tema, pelo menos nesse momento. De tanto as pessoas afirmarem que eu precisava viver o presente, eu vou deixar a questão do Alzheimer para o futuro, se é que a doença vai aparecer.

O que não quer dizer que eu não estou pensando nisso desde já. Eu juro por tudo o que é mais sagrado (ou seja, o Mestre Yoda, Jack Bauer e o futebol americano nosso de cada dia) que eu estou cuidando da minha saúde hoje, pensando no meu futuro. De verdade. E não apenas porque eu tenho a tal da diabetes me afastando dos deliciosos doces vendidos pelas quituteiras que eu tanto amo.

Recentemente, eu entendi que o importante não é a quantidade de horas que você dorme, mas sim a qualidade do sono que você tem. Seis horas de uma noite bem dormida são mais relevantes que oito ou 10 horas de uma noite onde você acorda cinco vezes para ir ao banheiro. Aquela soneca de uma hora depois do almoço entrega melhores resultados para o seu cérebro.

E isso eu estou fazendo.

Além disso, as jornadas de bicicleta me fizeram um bem danado. Não só fez com que eu eliminasse barriga e ficasse um homem mais gato para as mulheres da melhor idade (eu concluí que eu tenho cara de porta de asilo ou de menor carente abandonado para as mulheres mais velhas se interessarem tanto por mim), mas também ajudou a regular melhor o meu ritmo de sono e até o meu humor.

As atividades físicas me deram uma perspectiva de bem estar muito maior, me deixando um ser humano mais tranquilo e racional para aguentar a Damares. Eu já disse algumas vezes aqui: andar de bicicleta faz de mim um ser humano melhor.

E ainda bem que eu vou pegar a bicicleta da revisão nessa semana (se você estiver lendo esse texto no presente).

Enfim… insônia. Por causa do calor, porque a mente está trabalhando, e porque eu tive vontade de vir até o computador e escrever esse texto para vocês.

E estou bem com isso.

Mas eu quero dormir! Preciso dormir!

Estou ficando com sono…


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