
Max Verstappen na Mercedes: agora vai?
Então, não chega a ser uma grande novidade para as pessoas que acompanham a Fórmula 1 há pelo menos seis meses. A gente está falando disso, na verdade, desde o ano passado. Existem rumores, especulações, falatórios… Claro que existe o “rádio paddock” muito ativo neste momento.
Teve toda aquela ceninha que o Jos Verstappen fez diante do público, fingindo que ninguém estava vendo aquela conversa com o Toto Wolff — nem as conversas com o Christian Horner. Dizem que, quando tem muita fumaça, é porque há um incêndio acontecendo.
E, pelo visto, todas as partes não estão escondendo que há, sim, um incêndio.
Não se fala de outra coisa
A Mercedes é a que menos esconde o interesse por Verstappen hoje.
O Toto Wolff, até hoje, está traumatizado com o fato de ter perdido o Max Verstappen lá atrás, no começo da carreira.
Nem o George Russell, que declarou publicamente que não existe interesse na renovação por parte da equipe, esconde as negociações de momento.
Existe, sim, o interesse da Mercedes em relação ao Verstappen. O único que não está falando — porque não pode — é o próprio Max Verstappen.
Outros dois que estão em silêncio são Christian Horner e Helmut Marko.
O Christian Horner, porque, neste momento, não há muito o que dizer mesmo. E o Helmut Marko, que está, ao que tudo indica, planejando sua saída da Red Bull.
Na minha modesta opinião, é justamente a saída do Marko que pode determinar a saída do Verstappen da equipe dos energéticos.
Isso está cada vez mais claro, tanto pelos rumores e falatórios que eu já comentei com vocês num vídeo que publiquei na quinta-feira, quanto pelas especulações sobre o possível substituto do Marko na Red Bull.
Pode ser o Gerhard Berger, pode ser o Sebastian Vettel. E, com o Marko fora, o nosso amigo Verstappen também estaria fora.
Tem uma galera dizendo que querem a cabeça do Christian Horner na Red Bull justamente por causa da perda do Verstappen. Mas eu acho essa teoria um tanto quanto exagerada.
Por mais que eu entenda que o Horner tenha parte da responsabilidade nessa situação — se o Verstappen vai ou não ficar —, ele ainda tem muito poder concentrado ali. E vai ter mais ainda, se o Marko realmente sair.
O Horner ainda pode se salvar na posição. De repente, trazendo o George Russell para pilotar um dos carros — algo que é bem provável de acontecer.
Gabriel Bortoleto na Red Bull?
Há rumores envolvendo o Gabriel Bortoleto na Red Bull, porque viram o Marko conversando com ele. Isso poderia ser o último ato do Helmut Marko dentro da sua gestão como consultor da equipe.
Seria até contraditório, já que foi o próprio Marko quem disse que o Gabriel Bortoleto não era mais impressionante do que, por exemplo, o Isaac Hadjar — que está fazendo uma boa temporada na Racing Bulls (antiga Toro Rosso), a equipe B da Red Bull.
Então, seria curioso se o Bortoleto acabasse ficando com essa vaga.
Eles têm o Isaac Hadjar, e eu penso que é mais provável que ele fique com essa vaga. Mas estamos abertos a várias possibilidades.
Eu, particularmente, acho que o futuro do George Russell poderia, sim, estar na Red Bull. Ou, quem sabe, na McLaren. E aí o Lando Norris iria para a Red Bull?
Uma nova (e grande) dança das cadeiras a caminho
Já falei sobre isso num vídeo que publiquei esta semana.
Essa dança das cadeiras que pode acontecer com o anúncio da saída do Verstappen da Red Bull vai deixar o grid mais dinâmico. E também vai tornar as escolhas dos pilotos mais abertas, com novas possibilidades que estão se abrindo neste momento, por causa do movimento de uma única peça.
A possível notícia do Verstappen na Mercedes é tão cataclísmica — se é que essa palavra existe — quanto o anúncio do Hamilton deixando a Mercedes para ir para a Ferrari. Para mim, tem o mesmo impacto.
Pode causar um rebuliço no grid do mesmo jeito, com várias peças mudando em função de uma que decidiu mudar.
E é uma mudança que, para muitos, continua sendo lógica. A Mercedes tem histórico de desenvolvimento de motores, tem histórico na era híbrida — saiu na frente e dominou boa parte dessa era. E agora, sem o Lewis Hamilton, precisa de um piloto campeão do mundo para liderar o time.
O Toto Wolff também economizaria uma boa grana em terapia, porque ele guarda até hoje o trauma de não ter conseguido o Max Verstappen quando pôde. Eles até têm um “Mini Verstappen” na equipe: o Andrea Kimi Antonelli.
E quem pode ser o dano colateral previsível — o dano estimado — é o George Russell. Ele está fazendo pressão na mídia. Chegou na Inglaterra e, pior, tudo isso está acontecendo na casa dele, George, o “rei da floresta”.
Ele pode terminar o final de semana — não digo desempregado —, mas fora da sua vaga na Mercedes. Vai que dá a louca e anunciam o Verstappen justamente no GP da Inglaterra?
Não acho que isso vá acontecer, mas seria mais uma traição com o Russell. Em 2021, ele já poderia ter ocupado uma vaga na Mercedes, mas a equipe decidiu manter o Valtteri Bottas. E só não foi pior para a Mercedes porque ela conquistou o campeonato de construtores.
Mas todo mundo que acompanhou 2021 sabe da má vontade do Bottas em ajudar o Hamilton na disputa com o Verstappen. Não que ele tivesse obrigação contratual para isso, mas sabemos bem que parte do que aconteceu…
E, mesmo assim, insisto que, em 2021, o Verstappen ganhou aquele título por méritos. Ganharia de qualquer jeito, por número de vitórias. O GP do Azerbaijão sempre vai estar na conta do Hamilton.
Então, sim, seria mais uma traição na cabeça do George Russell. Ele tem apenas dois anos de contrato e não está sendo efetivamente prestigiado como primeiro piloto ou líder da operação da Mercedes após a saída do Hamilton. Pode acabar sendo o dano colateral, a perda dedutível.
Não que ele fique sem assento. Acho que ele terá lugar, sim. Para mim, há 2, 3 ou 4 possibilidades: Red Bull, McLaren, Aston Martin e, de repente, até a Cadillac. Apesar de que a Cadillac parece estar mais voltada ao Valtteri Bottas ou, quem sabe, ao Felipe Drugovich.
Mas há também a questão do Guanyu Zhou, que pode estar trazendo dinheiro para essa parceria com a Ferrari. A Cadillac precisa dessa grana.
Então… eu penso da seguinte forma…
Para mim, o movimento do Verstappen para a Mercedes é lógico e racional — para ele, exclusivamente. Ele e o pai têm informações melhores do que eu e você. E, com certeza, estão avaliando melhor como está a situação dos motores e unidades de potência da Red Bull, em parceria com a Ford.
Também há o projeto do próprio carro da Red Bull para 2026. E não adianta: tem que haver casamento entre chassi, design e motor. Isso, ao que tudo indica, não está acontecendo. E todo campeão precisa de um bom carro.
Não adianta dizerem que essa regra só vale para o Lewis Hamilton — que só ganhou seis títulos na Mercedes por causa do melhor carro. O campeonato de 2023 do Verstappen foi conquistado com o carro considerado, por estatísticas, o melhor da história da Fórmula 1. Melhor índice de aproveitamento.
Ele também foi campeão em 2022, mesmo começando atrás. Recuperou terreno da Ferrari e, com o melhor carro, conquistou o título. Essa é uma regra máxima da Fórmula 1.
O Max Verstappen está apenas indo atrás do que entende ser o melhor para ele. E não podemos culpá-lo por isso. Nem julgá-lo. Isso não diminui seu valor de mercado.
Ele está buscando o carro que pode lhe dar os títulos que ele ainda quer conquistar. E, provavelmente, esse carro está na Mercedes.
E… quer uma pitadinha final nesse assunto?
Até o Lewis Hamilton recomenda a ida do Max Verstappen para a Mercedes. Ele chegou na Inglaterra — Áustria já foi — e, na entrevista do media day, falou que a Mercedes é um ótimo lugar para o Verstappen a partir de 2026: pelo ambiente de trabalho, profissionalismo e organização.
O próprio Hamilton até pediu desculpas pelas coisas que falou da Red Bull no passado. Mas reforçou e até aconselhou, entre aspas, que o Max siga esse caminho com as Flechas Prateadas.
Verstappen vai ficar muito bem de preto, prata, cinza — seja lá qual for a cor da Mercedes em 2026. E ele está fazendo o melhor movimento para si. Podem ter certeza disso.
Porque onde há muita fumaça…
…normalmente vem com ela (a fumaça) um “agora vai”.
Max Verstappen será confirmado como piloto da equipe Mercedes para 2026.
Ao que tudo indica, agora é uma questão de tempo.

