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Max Verstappen precisa “se acalmar”

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Dá para entender a frustração de Max Verstappen. O que não dá é aceitar a forma como ele reage a isso.

Estamos falando de um piloto tetracampeão mundial, que já passou pelo ápice de pressão na categoria naquela épica disputa ao título do campeonato de pilotos em 2021. E muitos entendem que a atitude de Max na Espanha soou mais como desespero do que “fazer justiça com as próprias mãos”.

Mas sempre existem os dois lados da moeda. Se por um lado Verstappen admite que exagerou, por outro lado temos um piloto que já sabe que o campeonato de 2025 começou a se tornar um objetivo cada vez mais distante.

 

O que aconteceu?

Durante o Grande Prêmio da Espanha de 2025, Max Verstappen colidiu com George Russell após uma relargada do safety car. O incidente ocorreu quando Verstappen, em desvantagem por estar com pneus duros enquanto os adversários usavam compostos mais macios, perdeu posições para Charles Leclerc e Russell.

Após ser instruído pela equipe a devolver a posição para Russell, Verstappen fez contato com o carro do britânico, resultando em uma penalidade de 10 segundos e três pontos em sua superlicença.

Com isso, o piloto da Red Bull acumula 11 pontos de penalidade, ficando a apenas um ponto de uma suspensão automática por uma corrida.

 

Com a palavra, Max Verstappen

Em uma declaração nas redes sociais, Verstappen reconheceu que a manobra “não foi correta e não deveria ter acontecido”, atribuindo sua atitude à frustração com as condições da corrida e a estratégia adotada.

Disse o tetracampeão nas suas redes sociais:

“Tivemos uma estratégia empolgante e uma boa corrida em Barcelona, até a entrada do safety car.

Nossa escolha de pneus para o final e algumas manobras após a relargada alimentaram minha frustração, levando a uma atitude que não foi correta e não deveria ter acontecido.

Sempre dou tudo de mim pela equipe e, às vezes, as emoções ficam à flor da pele. Ganhamos juntos, perdemos juntos. Vejo vocês em Montreal”

 

Choveram críticas para Max

A ação de Verstappen em pista gerou críticas de figuras do automobilismo, incluindo o ex-campeão mundial Nico Rosberg, que sugeriu que a punição poderia ter sido mais severa.

O chefe da equipe Red Bull, Christian Horner, aconselhou seu piloto a “manter o nariz limpo” nas próximas corridas, destacando a importância de evitar novas infrações que possam resultar em suspensão.

 

Minha opinião

Pedir desculpas é o mínimo que se espera neste caso. E, ainda assim, isso pode ser encarado como “contenção de danos”, ou falas de alguém que teve uma boa noite de sono para esfriar a cabeça para ser minimamente assessorado por profissionais de mídia.

Quem viu Verstappen após a corrida sabe como ele estava furioso com tudo e com todos.

Com a Red Bull, que falhou no gerenciamento de pneus e com as dificuldades em entregar um bom carro para ele.

Com a FIA, e sua suposta inconsistência nas punições.

Com Charles Leclerc e George Russell, que decidiram jogar duro com Max em disputas de posição, o que é de direito deles, já que ninguém mais vai facilitar para o holandês a partir de agora.

E Max pode estar frustrado com ele mesmo, pois está com seu potencial limitado por não ter o melhor carro. Sem falar na frustração ao constatar que quem se beneficiou DE VERDADE com a nova diretiva técnica foi a McLaren, que foi dominante na Espanha.

Tudo o que Max Verstappen fez e disse na Espanha pode sim ser encarado como “choro de quem não sabe perder”. Ou “um desejo incontrolável de vencer sempre”.

As duas premissas são verdadeiras e válidas.

O que não é válido é ligar o tempo todo o “modo Michael Schumacher” para vencer a todo custo, pois é uma estratégia até burra na Fórmula 1 atual.

Mesmo porque Verstappen não é Schumacher.

De fato, para Max, o jeito é começar a repensar o uso do modo “sou eu que mando aqui”, mesmo estando na posição de não ter nada a perder.

A não ser que ele queira mesmo a suspensão de uma corrida, inclusive para ficar mais tempo com a filha recém-nascida.

 

Via Formula1.com


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@oEduardoMoreira