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Páscoa. A data é lembrada pelo renascimento de Cristo – e pelo renascimento dos nossos propósitos positivos  e nobres… bom, deveria ser… -, pelos ovos de chocolate, pelos parentes que ficam o dia inteiro na sua casa (ou você na casa deles), pela sua tia avó que você raramente encontra, pelo seu tio bêbado dormindo no sofá da sala, e principalmente, pelo chocolate. Muito chocolate. Os verdadeiros e os falsos chocolates.

Foi-se o tempo que eu enchia a minha cara com chocolate durante a Páscoa. A diabetes não me permite mais isso. Mas mesmo nos meus tempos onde eu me entupia dessa felicidade em forma de cubos e cascas de açúcar e cacau, eu sempre tive em mente uma teoria que gerava polêmica entre algumas pessoas. Algo que era considerado uma heresia entre os mais puristas. Algo tão grave quanto comer carne bovina na sexta-feira da paixão.

Chocolate branco NÃO é chocolate. 

Isso é tão óbvio, que não precisava de uma matéria do iG para confirmar isso. É uma questão de pensar com racionalidade: chocolate precisa ser gostoso. E tem que ter cacau. Duas coisas que o chocolate branco nunca foi. Aliás, quem come o tal chocolate branco se ferra ainda mais, pois está consumindo a GORDURA do cacau, sem a pasta que deixa o chocolate verdadeiro, genuíno e delicioso.

O problema é que o brasileiro médio aprendeu a amar o chocolate branco, apenas pela hipótese de ser um “chocolate” ainda mais doce que o tradicional. O que, obviamente, não é verdade. A única coisa que ele realmente pode ter é uma maior quantidade de açúcar – que obviamente é adicionada pelo fabricante -, para atender ao desejo daqueles que querem se iludir comendo um chocolate… que não é chocolate.

Para essa Páscoa, já é meio tarde. Mas espero que você leve esse ensinamento para os próximos dias de sua vida: além de procurar ser uma pessoa que realmente entende o propósito do renascimento de Cristo (ou que procure ser uma pessoa um pouco melhor em alguns aspectos, apenas para que o mundo não seja algo tão complicado e chato como é hoje), que você aprenda, de uma vez por todas, que CHOCOLATE BRANCO NÃO É CHOCOLATE! É algo que inventaram para você acreditar que está consumindo algo mais saudável. E não é.

Outra coisa: segure a onda com o chocolate de qualquer forma. Não adianta nada eu afirmar que você está se enganando com o chocolate branco, se você decidir se afundar no chocolate tradicional. Assim como outras coisas boas da vida, consuma o chocolate com moderação.

Bom final de Páscoa para vocês.


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