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E vemos de novo a Microsoft tentando de novo emplacar os seus tablets no mercado. Hoje (20), eles apresentaram o Microsoft Surface Pro 3, a terceira geração do produto, que tem mais cara (e conceito) de notebook do que de tablet. No Brasil, o produto não desembarcou em nosso mercado, e pelo andar da carruagem, não vai chegar. Mas… quem se importa, não é mesmo?

Não estou criticando o produto ou o consumidor brasileiro. O Windows é o sistema operacional para computadores mais utilizado no Brasil, e a proposta geral do Surface até me agrada. Porém, apesar dos esforços da Microsoft em dar uma sobrevida ao conceito de “posso ser produtivo em qualquer lugar”, a aposta sobre uma possível migração dos usuários de laptops para o conceito do Surface se mostra cada vez menos próspera.

E olha, que eu não acho a ideia ruim. Porém, pouco prática. Só agora a Microsoft corrigiu alguns problemas bem evidentes presentes no primeiro modelo, como adicionando dessa vez um teclado mais rígido, uma maior variação de posições para deixar o produto sobre uma mesa, e um hardware mais potente, para quem quer efetivamente ser produtivo.

Porém, não é todo mundo que vai embarcar nessa. OK, o Surface é mais barato que muitos dos principais laptops (o valor do modelo básico desse tablet lá fora é de US$ 799), e consideravelmente mais barato que os ultrabooks. Porém, mesmo olhando para o fato desse produto ser um “híbrido” e um laptop ainda ser um laptop, eu acho difícil convencer alguém a trocar o seu caro laptop, pago em suaves prestações, por um tablet que não oferece toda a funcionalidade de um notebook tradicional (na teoria; quem sabe eles melhoraram nesse aspecto).

Sem falar que ainda tem muita gente que entende que os tablets não foram feitos para atividades mais complexas, ou que naturalmente exigem um hardware mais robusto para realizar tais tarefas. É evidente que você pode encontrar soluções e atividades para o produto, o que pode se reverter em algo útil para a sua vida (e isso também se chama produtividade). Mas em via de regra, os tablets são produtos mais inclinados para o consumo de conteúdos.

E quem quer trabalhar com o tablet, acaba escolhendo o iPad.

Por falar no iPad… ninguém aí estranhou que a Microsoft não lançou uma versão menor do Surface Pro? Pelo contrário: aumentou a tela do produto. Faz sentido: se você cria um produto pensado na produtividade, e quer extrair o máximo disso, aumentar o tamanho da tela passa a ser algo fundamental, aumentando a interação do usuário com o sistema operacional.

De qualquer forma, a impressão clara que dá é que o geek brasileiro está “andando” para o Surface Mini. Resta saber como será o desempenho em vendas e a aceitação dos consumidores em outros mercados. Se levarmos em conta que o primeiro Surface Pro foi uma verdadeira piada em vendas, e que o segundo não foi algo promissor, entendo que a terceira é “ou você a certa, ou vamos parar com essa palhaçada de investir em produtos que as pessoas não se importam com ele”.

E não falo só no Brasil. As lojas que vendem o Surface estavam vazias no lançamento anterior. O que vai acontecer com o produto apresentado hoje? Só o tempo vai dizer…