“Ei, Siri… toque aquela música.”

“Alexa… conte para mim uma história.”

“OK, Google… hoje vai chover?”

Frases como as listadas acima estão ficando cada vez mais comuns nos lares de todo o mundo. A interação do ser humano com os novos assistentes virtuais é algo que está ajudando (e muito) na popularização desses dispositivos. E o mais interessante de tudo isso é que todos podem participar, independente da idade.

Os assistentes virtuais integrados em alto-falantes com interação e funcionamento através de comando de voz contam com um potencial enorme para mudar a forma em que conseguimos algo com a ajuda ou através da tecnologia.

Logo, é mais do que natural que as crianças de hoje cresçam com esses recursos ao seu alcance, e encarem essa interação com a maior naturalidade. Vai ser comum ver os pequenos da casa conversando com o Alexa, o Google Assistente e o Siri.

E alguns educadores estão preocupados em como essa interação é feita e, principalmente, como isso vai afetar a educação das crianças para interagir com o mundo lá fora. É importante estabelecer desde já um equilíbrio, para que no futuro essa interação com robôs e assistentes invisíveis seja tão natural quanto interagir com um ser humano.

Por outro lado, também é fundamental que os pais comecem a instruir os seus filhos para normas básicas de tratamento com as pessoas. Caso contrário, a criança pode entender que é comum usar comandos imperativos para solicitar tarefas, e isso pode tirar a gentileza de tratamento que toda pessoa deve ter com o próximo.

Alguns especialistas recomendam que os pais desde cedo devem instruir os seus filhos a utilizarem os assistentes virtuais combinando os comandos com palavras como “por favor” e “muito obrigado”, mesmo que tais interações não produzam efeitos práticos nas buscas ou comandos solicitados.

O objetivo do uso dos termos não é apenas para expandir as funcionalidades dos assistentes, mas sim ensinar as crianças que a educação e a gentileza cabe em qualquer lugar, e que os humanos, diferente das máquinas, precisam de um pouco de amor no tratamento diário.

Faz sentido. Já pensou uma geração que manda em todo mundo, sem pedir ou ser gentil?

Espera… já temos isso… é a tal da “geração Millennial”.

Desculpa. Só estou lidando com os fatos.

Outra coisa: não pense que o assistente virtual pode substituir você, pai ou mãe, na missão de educar o seu filho. Seria o mesmo que deixar a televisão ou um YouTuber realizar essa tarefa por você. Não é saudável, não é o correto, e as consequências podem ser péssimas.

Enfim, vale a pena acompanhar e direcionar essa interação das crianças com os assistentes virtuais. A tecnologia existe para melhorar a vida das pessoas, mas também cabe a nós, adultos, mostrar para os pequenos como eles devem trabalhar com essa tecnologia a favor, e não contra.

Por favor, adultos: prestem a máxima atenção nisso.

E muito obrigado pela atenção.